Capítulo 7 | The Journalist |

Adriana vai falar com Henrique em sua casa, ela sabe que ele poderia ter mandado matar sua assessora, e diz que precisa saber a verdade.
Henrique diz que não tinha ideia do que ela estava falando, e que de jeito nem um, ele ia mandar matar alguém.
Ele jogava o jogo da política, as vezes era um jogo sujo, mas dentro de uma linha ética.
E essa linha, não seria cruzada com a morte de ninguém.
Adriana diz a ele, que precisavam então saber, quem silenciou a Assessora.
E eles tinham que descobrir, antes que fosse tarde demais.
Porque se o Informe Verdade descobrisse primeiro, eles estariam arruinados e presos.

Henrique diz que ia pedir que investigassem isso, e pergunta a deputada se todas as pessoas de sua equipe eram confiáveis.
Adriana diz que sim, mas que todos eram muito leais a Aline, ela os deu o emprego.
Henrique a relembra que quase todos, já que ela herdou Maurício de seu antecessor na Câmara.
Adriana tem um estalo, e diz que precisa sair e falar com alguém.
Henrique pergunta onde ela vai, mas a deputada corre, e deixa até o celular para trás.

Adriana dirige em alta velocidade pelas ruas de Brasília, e até toma uma multa no radar, por excesso de velocidade.
Mais tarde, chegando em Águas Claras, num sítio, entra com o carro, para e desce.
Chega na varanda e chama por Eunício.
Uma mulher aponta na porta da cozinha, e ela diz que quer falar com seu patrão.
“O patrão tá descansando, eu posso deixar um recado?”
“Não não, é urgente.
Por favor vai lá e acorda ele, diz que a deputada Reis estava aqui, que preciso lhe falar.”

A mulher entra para dentro de casa e minutos depois a porta se abre.
“Entre e senta aqui na mesa, fiz um café quentinho, o patrão já que vem.”
Adriana se senta e segura a xícara de café quente.
Eunício logo aparece.

“Cara Adriana, o que é que a fez sair de seu conforto em Brasília, e procurar esse humilde velho.”
“Deputado, vamos deixar de modéstias e ir direto ao ponto.
Das pessoas que me indicou pra trabalhar, qual delas tem o pior caráter.”
“Não to entendendo, o que é que está falando Adriana, pode me explicar?”
“Eu quero saber quem teria coragem de mandar, ou de matar, alguém, dos seus assessores e aliados, que me deixou herança. Maurício?”
“Não vejo ninguém deles fazendo algo assim.
Mas agora que falou, Maurício tem um parafuso meio bambo, se alguém desse a ele oportunidade talvez sim, mataria.”
Eunício pergunta o que estava acontecendo, e percebendo que ele não sabe de nada, Adriana o deixa a par da situação.
Ele fala que ia ligar para Lombardi, e resolver com o partido.
Ele tinha alguns aliados na Câmara que ia acionar, ela não seria cassada.

Adriana vai embora, entra em seu carro, e Eunício pega o telefone.
“Maurício, sua chefe acabou de sair daqui.
Ela acha que mandou matar a assessora dela, olha, Adriana é muito esperta viu.
Ela vai chegar em você meu caro, tem que resolver.”
“Considere resolvido Coronel, considere resolvido.”

Eles desligam o telefone, e Adriana segue na estrada de volta.
Ela percebe que esqueceu o celular pessoal na casa de Henrique, estava só com o funcional de trabalho.
Ela telefona para a Polícia Federal, e diz que quer falar com a delegada Jady.
A moça atende o telefone, e Adriana a fala.
“Nós temos que conversar, você precisa pegar o caso da Aline, a minha assessora não morreu num assalto, ela foi assassinada.”

Antes que Adriana pudesse dizer qualquer outra coisa, uma caminhonete bate na sua traseira e a tira da rodovia.
O carro que dirigia capota e explode, matando a deputada.

Erus acompanha na TV, o acidente trágico com a deputada Adriana Reis, no centro de uma investigação de homicídio.
Ele vai ao Blog Informe Verdade, e escreve.
“Adriana Reis não foi morta num acidente de carro.
Está claro que ela foi silenciada, porque sabia demais.
Talvez até fosse revelar algo, ou o nome de alguém, envolvido na morte de Aline.
Será?
Vamos descobrir a verdade, seja ela qual for, ninguém vai nos impedir.”

A postagem é compartilhada milhões de vezes e o Blog, ganha cada vez mais acessos e seguidores.
Henrique fica vendo aquilo, e ele pega o celular de Adriana.
Ele rastreia com ele seu celular funcional, as ligações e os dados armazenados na nuvem.
Ele ve que ela falou com a delegada Jady.

Henrique procura Erus Cunha, e diz que queria ver o Jornalista.
A conversa entre eles não terminou bem, mas alguém estava disposto a calar a boca, de todos que sabiam do caso que Adriana escondeu.
Foi assim com a assessora e agora com ela, ele não podia ser o próximo.
Ele envia ao Jornalista os arquivos do celular, e fala para que ele procurasse a delegada Jady.

Na sede da Polícia Federal, Erus chega e pede para falar com a delegada Jady.
Ela aparece e pergunta se ele deseja fazer uma denúncia.
Ele diz que isso depende, e ela diz que não entende.
“Me diga delegada, o que a deputada Adriana Reis pediu a senhora, quando te ligou minutos antes de ser assassinada no fim da tarde de ontem?
Dependendo dessa resposta eu posso lhe dizer, se abro ou não uma denúncia.”