Capítulo 4 | The Journalist |

“Sr. Cunha, eu não sei o que acha que sabe.
Mas eu quero tentar te fazer compreender, as implicações de se dizerem certos tipos de coisas.
Apesar de vivermos numa democracia, de termos liberdade de expressão, há leis que precisam ser respeitadas.
Quando o Sr. acusa um parlamentar, tem que ter certeza da acusação que vai fazer.”
“Deputada eu não sou uma criança, eu não sou bobo.
Eu conheço as regras e eu sei o que eu posso e não dizer.
Eu sou um escritor, mas eu conheço jornalistas.
Estou prestes a me tornar um Jornalista, uma vez que no Brasil não se precisa de diploma para isso.
Como bem disse pela lei de liberdade de expressão.
Agora, eu não vou publicar mentiras, eu vou investigar.
E eu vou descobrir o que aconteceu.
Alinne foi assassinada e eu saberei o motivo.”

Erus deixa o gabinete de Adriana, caminha pelos corredores do congresso, e de repente se esbarra em alguém.
Irritada a moça pergunta se o rapaz, não estaria enxergando.
Ele pede desculpas para ela, que parece se paralisar ao olhar seu rosto.
Ela estava intacta e impactada o observando, e ele sem entender o que estava acontecendo.
E então ela pergunta qual era seu nome, se ele era novo por ali.
Ele disse que era Erus Cunha, escritor do Blog Informe Verdade.
Ela diz que nunca viu falar, e ele diz que era novo.
O Blog ainda ia ser lançado, e ele estava trabalhando em seu primeiro Post.
E ela pergunta sobre o que era, se ela poderia saber.
E fala para ele que era Jornalista.

Ele pergunta se poderiam tomar um café, rapidamente, para que pudessem conversar melhor.
A moça aceita.

Na cafeteria do Congresso, Erus conta para ela que Alinne não sofreu um assalto, ela foi assassinada.
A repórter percebe naquele instante, que esbarrar com ele não foi por acaso, foi talvez a melhor coisa que lhe teria acontecido.
Ela pergunta a ele ques provas ele tem disso, e ele fala que recebeu um vídeo de Alinne, que era sua noiva, momentos antes de ser assassinada.
E ela fala que se ela desaparecesse, ou se morresse, que era para que ele se cuidasse e se afastasse dos políticos e de Brasília.
Que não fosse atrás do que aconteceu com ela, para não terminar igual.
Mas Erus explica, desde pequeno estava destinado a fazer isso.
Ir atrás do perigo, ajudar as pessoas, buscar respostas a todas as perguntas.
Até aquelas que não tinham explicação.

A Jornalista pergunta a Erus, o que ele faz de sua vida, sua profissão.
Ele diz que não tem uma.
Que ele sempre quis ser escritor mas nunca teve muito apoio na família.
Ele tinha começado uma carreira, escrito alguns livros e vendido digitalmente.
Assim ele conseguia pagar algumas contas.
Mas ainda a maior parte do que tinha, vinha dos pais, e de Alinne.
E que ele devia a ela, investigar e descobrir sua morte.
Talvez ela tenha morrido para o dar um propósito na vida, pensou.

Thais, fala que ele tem razão, toda razão.
Havia com certeza um propósito naquilo tudo.
Ela troca telefones com o escritor, e fala para ele que se quisesse ser respeitado em Brasília, não tinha que se apresentar como Escritor, ele tinha que ser Jornalista.
Precisava lançar seu Blog logo, com notícias simples do dia dia, e então fazer sua grande matéria para fazer seu nome.
E tinha que conseguir seu registro profissional, se apresentar como Jornalista Erus Cunha.
Erus quer saber como ele poderia fazer isso, e ela pergunta onde que ele mora.
Ele responde e ela diz que tem uma pessoa que pode o ajudar.
Que deveria voltar para casa, se organizar, e então voltar para pega-los.
E contar com ela para que fizesse isso.

Erus fica feliz com a aliada que consegue, e volta para casa.
Chega em São Paulo com o corpo de Alinne, e a família dela os espera no Aeroporto.
A mãe dela pergunta, porque Erus teve o trabalho de ir busca-la.
Ele responde que tinham coisas que precisava acertar, e reitera a Luciana.
Alinne não morreu por acaso num assalto, ela foi assassinada.
Em breve ele revelaria aquela verdade ao mundo.
Luciana fica assustada, pede que ele tome cuidado com o que fosse fazer.
Assessores de Adriana chegam ao aeroporto, e acompanham Luciana no funeral.
Erus sofre calado, a distância de tudo aquilo, enquanto sua noiva é sepultada horas mais tarde.

No dia seguinte ainda embalado pelo luto, ele pega o celular e liga para o telefone que Thais o deu.
E fala com a pessoa do outro lado.
“Fernanda eu sou Erus, a Thais de Brasília, me deu seu número.”
“Erus Cunha, o Jornalista do Informe Verdade.
A Thais me disse que ia me ligar, por favor, venha ao meu escritório que vamos conversar, vou te passar o endereço.”

Horas mais tarde, Erus e Fernanda se encontram e ela diz a ele que ia o ajudar a conseguir seu registro.
Ele precisava de juntar alguns documentos, e rápido, tinham um agendamento na manhã seguinte no Ministério do Trabalho.
Ele vai para casa, pega a documentação que precisa, e no outro dia pela manhã, vai para a fila no MT.

No Ministério, é atendido com Fernanda a seu lado, que diz que ele deseja tirar o Registro Profissional, MTB, de Jornalista.
Com base na lei 2009 do STF.
O atendente pede que esperem, confere a documentação de Erus, e faz o procedimento.
Fernanda se encontra com uma amiga, Mariana, e a apresenta a Erus.
E o diz.
“Erus esta minha amiga Mariana é advogada, assim como sou.
E ela vai dar continuidade aos trâmites para você, e vai te ajudar a formar o seu Blog, com tudo que precisa pra se registrar legalmente, pode confiar.”

Erus consegue fazer seu documento, tira uma fotografia com ele, envia para Thais.
E escreve na legenda.
“Sou jornalista Erus Cunha, do Informe Verdade.”
Ela coloca carinhas com sorrisos, parabeniza ele, e diz que tem certeza de que logo estariam trabalhando juntos.
Mariana o entrega uma documentação e diz que precisa providenciar aquilo, para formar seu Blog e o registrar.
Um sonho e um trabalho se cruzavam, se formavam, estavam prestes a nascer disso.