último capítulo | Reflexos do Luar |

Pablo e Andreia amanheceram naquele dia, tomaram café da manhã e deixaram a sua residência juntos.
No caminho para o supermercado os dois tiveram uma discussão, e então Andreia parou o carro e fez o marido descer.
Ela seguiu sozinha para as compras enquanto ele ficou parado lá, pensando.
Chamou um Uber e voltou para casa, onde ligou para Luna.
No entanto, não houve nem uma visita naquele momento.

Horas mais tarde, Andreia voltou do supermercado, ela tomou banho e disse a Pablo que eles tinham que conversar.
Ela disse a ele que não estava mais disposta a continuar com aquela farsa, e ele pergunta a ela do que estava falando.
Andreia diz a ele que eles se casaram, e tiveram filho, mas aquilo era uma mentira.
No fundo ela sabia, ela sempre soube, que ele e Luna estiveram juntos e que ele a enganou.
Mas que ela não queria admitir isso publicamente, não estava pronta pra dizer pras pessoas o quanto foi imbecil de acreditar e defender ele.
Quando ele foi a sua casa pela primeira vez, o pai e o irmão falaram que ele não era homem pra ela casar.
Mas Andreia os contrariou, e falaram que estavam julgando o marido, sem se quer conhecê-lo.
E então, passado um tempo, ela via que eles tinham razão.
Ele era o que de pior existia na masculinidade.

Pablo diz que não entende o que ela estava fazendo, porque estava agindo daquele modo.
Andreia então mostra a ligação que ele fez para Luna, e diz a ele que ela sabia que assim que tivesse a oportunidade se fosse verdade, mais cedo ou mais tarde ele ia entrar
em contato com a cadela.
Era questão de esperar a hora certa e juntar as provas que precisava.
Depois de ir ao mercado, ela foi no escritório do pai, e conversou com o Marciel.
Os papéis do divórcio já estavam sendo iniciados e eles iam se separar.
E ele tinha que sair da casa, agora.

Pablo fala para ela que não ia sair de sua casa, que ele não tinha para onde ir e que seu apartamento estava alugado.
Andreia diz que isso não era problema dela mais, e se ele quisesse poderia procurar por Luna, quem sabe ela não o dava abrigo.
Pablo tenta dizer a mulher, que a ligação para Luna foi estratégica, ele queria a ver e descobrir o que ela estava pensando em fazer.
Ele sabia que ela ia ao tribunal, fazer ele reconhecer Cristian, e queria se antecipar.
Andreia diz que aquilo era conversa, quando ele se toca.
Mas como que ela tinha escutado a conversa deles?

Então, Andreia o revela a verdade.
Havia um aplicativo no celular dele, que gravava em tempo real tudo o que ele fazia, uma espécie de monitoramento.
Era áudio e vídeo, de tudo que acontecia.
Ligações, mensagens, ela via tudo.
Não tinha como ele negar, nem a conversa que ele teve com o Carlos da empresa.
Que sabia do caso dele com a Luna, e questionou ele por mensagem quando a bomba explodiu.
Ela também sabia que ele tinha acessado ao blog do Erus, quando ficou sabendo que Luna estava se encontrando com ele, e que tinha sido realocada de cidade.

Era inacreditável como a esposa assumiu que invadiu a sua privacidade assim, ela tinha feito bem pior que ele, ele dizia para justificar.
E completava que se não há confiança não há base de um casamento, e que agora não era ela, mas ele que não queria mais o casamento.
E já avisa, ia brigar pela tutela da criança, não ia permitir que uma mãe compulsiva e controladora ficasse com seu filho.

Pablo saí de casa apenas com a roupa do corpo, batendo a porta.
Andreia tem um acesso de raiva, porque não esperava a cena feita pelo marido.
Ela quebra todas as coisas que vê pela frente na cozinha.
Pratos, jarras, copos, taças, tudo fica um amontoado de cacos no chão.
Na casa dela, ela então vai na sala, e então quebra o espelho.
Vai no quarto e pega as roupas de Pablo, perfumes, todos os objetos pessoais inclusive o computador.
Leva para o quintal, e amontoa, ateando fogo em seguida.

O álcool dos perfumes faz com que as chamas se propaguem e atinjam a casa, explodindo o local.
Andreia tem boa parte de seu corpo queimado quando os bombeiros são chamados para combater as chamas, e Pablo chega em casa de volta, porque tinha esquecido o carregador do
celular.
Ele vê toda a cena.
Ele entra para dentro da casa em chamas, e encontra a esposa ferida.
Ele diz a ela que aquilo era o que ela merecia, por tudo que fez com ele.
Andreia fala que ele era um canalha, enquanto sentia as dores da queimadura.
Pablo, joga ela no fogo e a deixa queimar até morrer e saí dali.
O celular filma tudo, enquanto os bombeiros chegam e tentam encontra-la.

O rapaz, vai para um motel, chama uma garota de programa por um aplicativo, e tem horas de prazer incontroláveis e insaciáveis com ela.
Ele diz a moça que ia a tirar dessa vida, e que ia a dar tudo que ela quisesse.
Casa, roupas de marca, tudo que ela desejasse, se aceitasse se casar com ele.
A moça pergunta se ele era rico, e ele responde que sim, que tinha dinheiro muito mesmo.
E que ia receber mais, do seguro da esposa que tinha acabado de morrer.

Eles ficam juntos mais uma vez e Pablo vai para o banho, e a moça manda uma mensagem para alguém, o celular dele do lado pega o texto no aplicativo, agora apresentado ao tribunal.
Pablo, deixa o banho e chama Chaiene para que ficassem juntos de novo, mas ela fala que agora precisa se recompor, e que tinha que se arrumar para ir para outro cliente.
Pablo fala que, ela não ia para outro cliente que eles combinaram que ela ia casar com ele.
E ela diz que ele falou isso pra ela. Mas enquanto ela não tivesse o papel do casamento assinado e uma aliança no dedo, ela não podia parar de trabalhar.
Ela tinha uma família pra sustentar e sua média eram de 4, 5 clientes por dia.
Naquele dia ela já tinha passado um tempo amais com ele, então ele teria que pagar sua vez, e outras duas que fez ela perder.
Mas que agora ela tinha que ir.
Ele fica irritado mas pega a carteira, diz que ia pagar ela mas que ela era como todas as outras vagabundas que ele conheceu.
Como Luna, como Andreia, e que merecia morrer.
Pablo, pega a moça e a estrangula, e depois a estupra violentamente.
A porta do quarto se abre e ele se assusta.
Um homem com cara de mal, mais ou menos uns 2 metros de altura, entra.
Pergunta o que ele fez, já o jogando no chão, e ficando com o joelho em seu peito.
Pablo agora não consegue respirar e começa a ficar asfixiado, e o homem soca sua cara, bate com sua cabeça no chão até fazer um buraco nela.
Pablo está morto.
Ele esquarteja o rapaz e chora ao ver a moça morta na cama, mas também a corta.
Depois, põe os dois numa mala e saí do motel pagando a conta.
E quando chega em dado ponto da cidade, deixa a mala com os restos mortais dos dois e põe fogo.
Um fim lamentável e triste mesmo para quem fez tanto mal, reitera Mariana no tribunal.

Diante as provas incontestáveis, Luna é absolvida e o pai também.
O homem que cometeu o crime é procurado mas não localizado.
E Luna volta a ver Erus, dizendo a ele que estava pronta para publicar o seu livro.
E que queria fazer o que ele faz, ajudar as pessoas.
Mulheres como ela, ou pessoas que realmente precisam de alguma ajuda.
Erus então a combina para entrar na equipe, e Luna diz que precisava de um emprego, até porque tinha que sustentar o filho sozinho agora.
Erus a dá boas vindas a equipe, e uma nova parceria começa dali.