Capítulo 8 | Reflexos do Luar |

Para Erus Cunha, conto toda a minha historia com o objetivo de que ele a publicasse.
Sabia que ele iria antes averiguar, afinal o trabalho de um jornalista ao receber uma informação, é ver sua veracidade.
Sei que ele estava se tornando um jornalista cada vez mais respeitado em sua cidade, no seu estado, e que seu nome já ganhava projeções nacionais.
Por isso, creio que se ele publicasse minha historia eu teria uma proporção muito maior.
Não porque eu queria aparecer, mas sim para se fazer justiça.
Contra pessoas que nem Pablo, só tendo muito poder.

Não demora muito para que Erus retorne a minha chamada, e me diga que pretende falar comigo pessoalmente.
Ele me diz que no dia seguinte, iria a minha cidade, e combinamos de nos ver.
Eu recebo alta e vou para casa, mas meu pai ainda está sob investigação.
Eu acho aquilo absurdo, mas ele tinha que manter distância de 100 metros de Pablo, e de qualquer pessoa de sua família, era uma ordem judicial.
Mas Pablo, continuava nos perturbando, com suas mensagens e ameaças.
Ele me dizia que se eu não permitisse ele ver nosso filho, Cristian, eu então iria o perder porque ele iria toma-lo.

Erus vem me ver, ficamos frente a frente.
Fico vislumbrada com a forma como ele é, como trata as pessoas, e como cuida de meu caso.
Erus era o tipo de pessoa que te encanta, no primeiro momento que ele fala com você.
Na visita que fez a minha casa, duas pessoas o acompanhavam, sendo a Jornalista Vanessa, e a Assessora Denise.
Pessoas tão encantadoras quanto ele, e que ficam tocadas com tudo que as conto.

Erus me diz que publicaria toda a historia no seu Blog, era a hora de falarmos toda a verdade sobre Pablo, para todos.
No dia seguinte a notícia é veiculada por ele no Blog, eu posto nas minhas redes sociais.
Não demora, Pablo me manda outra mensagem e diz que viu meu showzinho.
Mas que eu ia me arrepender do que eu estava fazendo, que eu tinha posto o nome dele na lama, ele iria agora acabar com o meu.

Cerca de 2h mais tarde, outra postagem no Blog de Erus me chama a atenção.
Ele relatava para seus leitores, que eu vinha sendo ameaçada por Pablo, ainda mais depois da reportagem.
Mas que eu estaria bem protegida, e que as medidas legais cabíveis seriam tomadas.
Denise me telefona, e diz que Erus indicou uma advogada que poderia me ajudar.
Então, eu iria conhecer Mariana, e ela faria o necessário para que eu pudesse me livrar de Pablo para sempre.

Na tarde seguinte, Mariana chega na minha cidade, já com uma ordem de restrição.
Agora, Pablo não poderia se aproximar de mim ou de Cristian, e a ordem anterior contra meu pai, bem como as investigações, estavam arquivadas.
Fico impressionada em como ela conseguiu aquilo tão rápido, e Mariana me diz que injustiças são combatidas pela equipe de Erus, com rapidez e eficiência.
Eu agradeço, não havia outra coisa que fazer a não ser agradecer.
E ela me diz, que todos estavam felizes em poder ajudar.

Andreia fica sabendo a respeito do que estava acontecendo, e começa também a me difamar.
Mas essas informações chegam a mim, que penso se seria necessário alguma medida adicional.
Erus me procura, naquela noite ele me diz que encontrou mais provas que incriminavam Pablo.
Ele me pergunta se eu conheci uma moça muito fina em Curitiba, e se ela me levou a uma clínica de aborto.
Eu confirmo a historia, e ele me fala que ela foi contratada para fazer aquilo.
Andreia e Pablo, a contrataram para que ela garantisse que Cristian não existisse.
Agora que aconteceu dele nascer, queriam sumir com a criança, para que eu não fosse solicitar nada do que ele tecnicamente teria direito.
Eram monstros, que teríamos que combater agora mais do que nunca.
Eu fico apreensiva, temo pela vida e segurança de meu filho.
Denise então vai a minha casa, e diz que foi me buscar, não era mais seguro para mim ali, e eu tinha tudo pronto para recomeçar em outra cidade.

Abandono tudo que tinha ali, deixo para trás lembranças de uma vida difícil, e inicio uma nova era.
A Justiça segue a meu lado, e Pablo é mantido longe de mim e de meu filho, provamos por A mais B, sua culpa, e ele é condenado a perder os direitos sob a criança.
Aceito um acordo, jamais falaria com ele e não ia pedir nada para meu filho, nem uma indenização no futuro, se ele me deixasse em paz.
O que eu mais queria era minha vida viver, longe de tudo aquilo.
Por isso, eu mudo sem olhar para trás, agora pronta para recomeçar, em meio as ilusões do amor.