Capítulo 7 | Reflexos do Luar |

Passam meses e então chega a hora.
Sinto as dores e entro em trabalho de parto, e no hospital nasce o meu filho.
Uma criança saldável, alegre, feliz, que enche nossos dias de alegria e de muita paz.

De alguma forma, Pablo fica sabendo do que aconteceu, o nascimento da criança.
Ele vai a minha cidade e ele vai ao hospital, se identificando como pai do bebê e consegue entrar.
No quarto ele entra e vê o filho, conhece ele.
E quando o vejo lá, eu peço que se retire e começo a gritar.
Pablo pede que eu me acalme e diz que ele estava arrependido do que fez, que queria conviver conosco, me dar tudo que nosso filho precisasse, o Pablo Júnior ia ser feliz e ter
tudo do bom e do melhor.
Eu digo a ele, que nunca meu filho ia ter o mesmo nome dele.
E que dele, eu só queria uma coisa, distância.

As enfermeiras entram no quarto e pedem que ele se retire, e ele diz que não podem o negar o direito de ver o filho.
Eu digo a ele, que então vá reclamar o direito na Justiça, quem sabe Andreia a sua verdadeira esposa, não ia lá de testemunha.
Os seguranças o escoltam para fora do hospital, e minha mãe chega.
Quando ela fica sabendo o que aconteceu, fica muito nervosa e conta para meu pai.

Meu pai vai a casa do avô de Pablo, e conversa com ele.
E conta tudo o que o neto fez.
Nestor, fica incrédulo do que fez o neto, e Pablo chega na residência.
Meu pai, então o dá um aviso.
Que ele ficasse longe de mim e do meu filho, porque se não a próxima vez que se encontrassem, ia levar uma azeitona no meio da testa.
Pablo diz que me ama, que eu entendi tudo errado.
Meu pai, o da um soco na cara e lhe quebra o nariz, e fala pra ele deixar eu e meu filho em paz, se não já sabe.

Nestor fala pro neto entrar, e diz a ele que o que fez foi errado, onde se viu, me enganar desse jeito.
Nestor e o neto discutem e Pablo vai para o hospital.
Chega com o nariz quebrado, e é atendido na emergência.
Ele pede para falar com o médico e diz que o filho dele estava no hospital, tinha nascido.
Que eu não deixava o ver e que mandei o meu pai, ameaçar mata-lo.
Por isso, ele queria realizar uma queixa.

Era um absurdo o que ele estava fazendo, e a polícia começa a investigar o meu pai.
Que tem que ir a delegacia para depor.
Eu fico sabendo o que estava acontecendo, e eu acho que é hora de por um ponto final naquilo, alguém tinha que para-lo.
Mexendo nas redes sociais, vendo os jornais, eu tinha uma ideia mais ou menos de quem poderia fazer isso.

Pego meu telefone celular, disco, e então o telefone toca.
Depois de várias vezes chamando, quando atendem do outro lado da linha então eu digo.
“Eu sou Luna, você é Erus?”
“Oi Luna, sim eu sou Erus.”
“Erus, eu acompanho o seu Blog de notícias, e eu acho que eu tenho uma historia para você.”