Tecnologia – Como deficientes visuais no Brasil, podem escolher seus telefones celulares

Por Kromnws Vision
25/09/2021

O Brasil tem um vasto universo de modelos de celulares e muitas pessoas pensando em trocar seu aparelho.
O rápido avanço da tecnologia e a gama de aparelhos lançados numa velocidade quase que como da luz, faz muitas vezes em 2 ou 3 meses, uma pessoa já pensar na troca.
Mas não há recursos financeiros e nem faz sentido, trocar tanto de telefone assim.

Deficientes visuais por exemplo, precisam de aparelhos específicos que atendam as suas necessidades.
E nesse ponto é preciso ficar atento.
Infelizmente não são todos os telefones do mercado que estão preparados para atender a suas necessidades.
Por isso, nome ou beleza, nem sempre são sinônimo de acessibilidade.

Para que o aparelho seja comprado, o deficiente visual precisa levar em conta diversos assuntos e aspectos.
Como mostra o guia a seguir.

Sistema Operacional
Apesar do Android ter evoluído ele não é o sistema mais acessível do mundo.
Diferente do iPhone, em que todos os telefones vem com um sistema de voz que funciona, em muitos aparelhos com Android o leitor de tela não é responsivo.
Isso acontece, graças a liberdade do Android em se personalizar.
Como cada fabricante personaliza o sistema para a melhor forma que lhe agrada, ou que possa agradar seu usuário final, a acessibilidade é deixada de lado.
A primeira coisa que deve ser levada em conta na escolha de um Smartphone, é exatamente a fluidez do Android.
Quanto mais perto do puro for o sistema, já que todos são personalizados, melhor é a acessibilidade.
Nesse ponto é melhor se avaliar, não o que terá maior quantidade de atualizações, mas sim, o que é mais acessível.

A Motorola ganha nesse aspecto.
A fabricante tem os modelos mais acessíveis do Android, apesar de nem todos serem tão assim.
A linha E por exemplo, foi perdendo capacidade e acabou se transformando numa linha mais lenta, até por conta dos componentes inferiores usados.
Mas a linha G ou a Edge, hoje no mercado, são excelentes.
Enquanto a linha One, já descontinuada mas com alguns aparelhos que ainda podem ser achados, tem um desempenho intermediário.

Enquanto aparelhos como o One Hyper são muito positivos, outros como o Action deixam a desejar.
Por isso é preciso avaliar, o que a pessoa precisa e qual o uso do Smartphone a sua vida.
Para quem o usa no dia dia, sem necessidade de trabalho ou estudos, esse uso pode ser para linhas mais simples.
Já no caso daqueles que usam constantemente é necessário se investir mais, nos mais avançados.

A Samsung é uma outra marca, que tem uma infinidade de aparelhos.
Mas, que nem todos são acessíveis.
Na linha A por exemplo, apenas o A31 e superiores, tem acessibilidade acima dos 70% de garantia.
Abaixo disso, há muita lentidão, travamento e pouca responsividade.

Os telefones da Xiaomi, também são acessíveis.
Mas muitos deficientes visuais precisam fazer adaptações no seu Layout, para que ele funcione melhor.
Por isso é necessário ter um certo conhecimento, ou conhecer outra pessoa que tenha, e que seja deficiente visual, se a opção for um desses.
Outro problema na hora de comprar um telefone, é tomar cuidado com aspectos físicos do aparelho.
O deficiente visual não deve adquirir aqueles Smartphones, cuja impressão digital está sobre a tela.

O toque duplo do Talkback, vai atrapalhar a responsividade do leitor.
Por isso é ideal que o leitor de digitais fique sempre na lateral ou na traseira do aparelho.
E nesse ponto muitos modelos da Xiaomi, perdem espaço nas vendas.

Os iPhones como dito antes, que tem diversos modelos mas o mesmo sistema, tem uma acessibilidade maior.
Porém são pouco atrativos devido ao alto custo.
Muitos não tem condições de gastar, 3 ou 3500 ou até mais, para ter o dispositivo.

Reportagem de Luara Pecker e Anna Clara Ribeiro