Brasil Acessível – Um projeto que nasceu para atender as necessidades esquecidas pelo governo

Por Kromnws Vision
25/09/2021

Em 2007 o governo federal brasileiro, criou um projeto social de educação inclusiva voltado para deficientes visuais.
Os deficientes que estavam matriculados em escola pública no ensino médio, recebiam um notebook para que pudessem estudar.
O projeto começou a funcionar em agosto daquele ano, e funcionou muito bem.

O notebook era um empréstimo do governo federal, e tinha uma excelente aceitabilidade.
Os deficientes visuais tinham melhorada qualidade de ensino, e estavam melhor inseridos na sociedade e na escola como um todo.
Os livros digitais e em áudio, começaram a chegar as suas mãos, o que facilitava e muito o aprendizado.
E os professores tinham um cuidado maior e melhor com esses deficientes em sala de aulas.

A medida que o tempo foi passando, milhares de invisuais puderam usar da tecnologia, para se formar no Brasil.
Mas isso foi diminuindo até acabar.
Em 2018, o Ministério da Educação começou a atrasar as entregas de notebooks federais.
Os estados não tinham como bancar os projetos sozinhos.
Em 2019 no governo Bolsonaro, a política adotada é que deficiente tem que ser igual a todos.
Se demais alunos não tem notebook, os invisuais não podem ter esse luxo.
Por isso o projeto foi cortado em definitivo.

Os notebooks pararam de chegar e os que estavam em operação, ficaram.
Mas aqueles que não estavam ou que estavam em vias de serem devolvidos, foram remanejados a outras áreas.
Quem devolve o equipamento ao terminar o colégio hoje, não garante mais que outro invisual receba.
Isso porque o projeto simplesmente não existe mais, acabou.

O Jornalista Guilherme Kalel, foi um dos 50 primeiros brasileiros a usar o notebook federal em 2007.
O 1º da cidade de Franca e o 3º do estado de São Paulo, a ter acesso a tecnologia.
Por isso, conhece bem a importância dessa ferramenta para o dia dia.

É por isso que sua empresa de comunicação, criou o projeto Brasil Acessível.
Que disponibiliza equipamento digital, para que deficientes visuais possam estudar.
Hoje, 850 deficientes visuais no Brasil inteiro, receberam tablets para que levem para suas salas de aula, no ensino médio.
Todos esses, ficam com o equipamento até terminarem o colégio.
O material pertence a eles, assim que a escola é encerrada.
Assim, podem inclusive fazer uma universidade.

Por falar em universidade o projeto foi muito além.
E ofereceu a deficientes em faculdades e que não tinham equipamento, a oportunidade de o ter.
São, 250 invisuais no Brasil todo, que receberam os tablets para a universidade.

Ao todo, são 1100 pessoas que no Brasil entre 2020 e 2021, tiveram suas vidas transformadas pela iniciativa.
E não vai parar por aí.
O projeto deve abranger muito mais pessoas a partir do ano que vem.
O G7 Orcon, vai ampliar o Brasil Acessível.
Atendendo deficientes visuais que tenham idade superior aos 15 anos.
Ofertando notebooks e tablets, conforme a disponibilidade para que essas pessoas possam estudar, e ter uma melhor qualificação profissional e pessoal.
Resultado de parcerias de sucesso que deram certo, e que irão fazer a diferença na vida das pessoas.
O que o governo não fez, o G7 vem realizando.

Reportagem de Vanessa Rezende e Mariana Novacki