Para bancar novo Bolsa Família, Bolsonaro aumenta IOF e assusta Mercado

Por Revista Kromnws – 22/09/2021

O Presidente Jair Bolsonaro, autorizou na semana passada o aumento do IOF.
O Imposto sobre Operações Financeiras, aumenta num momento de endividamento do país e assustou o Mercado como um todo.
A jogada de Bolsonaro foi estratégica.
Subindo o IOF, ele aumenta a arrecadação federal, fica dentro da lei de teto de gastos, e pode criar o Auxilio Brasil.
O novo programa de distribuição de renda do governo federal, que será substituto do Bolsa Família, será bancado por essa arrecadação.

De outubro a dezembro, o programa terá boa parte de seus valores, vindas do novo aumento de impostos no país.
O Presidente que insistia em dizer que não aumentaria impostos, teve que se render.
Não havia outra forma que viabilizasse seu projeto social, se não fosse essa alta.
Bolsonaro escolheu, o imposto que na sua visão, fosse dar menos impacto no bolso dos brasileiros.

Na prática ele não fez isso.
O IOF está presente, em todas as operações financeiras feitas no Brasil.
Empréstimos, aplicações, resgates de fundos, tudo é cobrado a taxa do IOF.
Tudo isso vai ficar mais caro a partir do momento em que o Presidente assinou o decreto, que começou a valer em 20 de setembro.

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, passou o último final de semana tentando explicar ao Mercado o que significa esse aumento.
Mais do que isso, que ele é temporário.
O decreto presidencial que aumenta o IOF, diz que ele terá validade até 31 de dezembro de 2021.
Mas esse número pode mudar.
No ano que vem, caso o governo precise de espaço não está descartado que seja prorrogado esse aumento, para dar exatamente mais margens no Orçamento de arrecadação.
O governo espera não precisar de fazer isso.
Para tal, espera aprovar a reforma do Imposto de Renda no Congresso.
Essa reforma tem um dispositivo, que taxa em 15% os dividendos das pessoas que tem sociedades em empresas.
Nesse sentido, os lucros seriam cobrados de cada pessoa que os recebeu, 15% de impostos.

No caso em específico, o governo federal acredita que teria R$ 200 Bilhões com essa arrecadação.
Mas esqueceu de combinar com o Congresso, a aprovação da Matéria.
O projeto caminha a passos lentos, e pode ser que nem seja votado como o governo gostaria ainda nesse ano.