No Brasil da inflação elevada, 30 milhões sobrevivem com um Salário Mínimo

Por Revista Kromnws – 22/09/2021

Uma pesquisa publicada na semana passada, revelou um cenário de trabalho diferente no Brasil.
Hoje, num período em que o emprego começa a sair da era pandemia, porque as pessoas já podem sair para trabalhar fora de suas casas, 30 milhões de brasileiros tiveram salários registrados em R$ 1100,00.
O valor é o Salário Mínimo, e pela primeira vez desde 2012, atingiu a maior média da historia.
No ano passado durante o auge da pandemia, 17,5 milhões de pessoas que trabalhavam no Brasil, recebiam o Mínimo da época, que era de R$ 1045,00.
Mas, neste ano de 2021 algumas coisas mudaram e modificaram esse cenário.

A maior parte dos trabalhadores que deixaram emprego de carteira assinada por falência de empresas, ainda não conseguiram se recolocar no Mercado.
E a imensa maioria dessas pessoas precisou aceitar trabalhos informais ou bicos para sobreviverem.
Daí a mudança demográfica no número de pessoas que estão recebendo um Salário Mínimo para sobreviver mensalmente, no valor de R$ 1100,00.
São pessoas que não estão registradas e a maior parte delas, que não contribuem com o INSS nesse período.
Porque tem que priorizar as contas de casa em primeiro lugar.

Os dados apresentados na pesquisa, são do Idados, um instituto que faz esse tipo de levantamento desde 2012 no Brasil.
Um outro dado que mostra e que preocupa, é que desses 30 milhões de pessoas que recebem apenas R$ 1100,00 para sobreviver no Brasil por conta de seu trabalho, 20 milhões estão na população negra.
Apenas 10 milhões são brancos ou de outras etnias.

Outro fator que preocupa, é que essas 30 milhões de pessoas que recebem um Salário Mínimo, enfrentam ainda um custo de vida mais elevado no Brasil.
Nos últimos 12 meses a alta da Inflação quase beira os 10%, e não deve parar por aí.
Combustíveis, energia elétrica e os alimentos, estão cada vez mais pesando no bolso do brasileiro.
Infelizmente esses dados não vão diminuir, ao contrário, a tendência é de mais altas até o final do 1º semestre de 2022.