Auxilio emprestado – Como Caixa vai explicar aos brasileiros seu novo programa de crédito

Por Revista Kromnws – 08/09/2021

Sem mais delongas, o governo federal vai encerrar o pagamento do Auxilio Emergencial, a trabalhadores informais afetados pela pandemia da Covid-19.
A última parcela do programa será paga em outubro, por ordem de um cronograma que foi anteriormente divulgado pela Caixa Econômica Federal.
O novo Bolsa Família, que atenderia parte dessas pessoas mais uma vez, não vai sair do papel.
É a 3ª vez que o governo tenta emplacar o programa que não decola, por uma série de inviabilidades.

Nesse processo a Caixa conseguiu, um aporte de R$ 10 Bilhões que será dado a um programa de Microcrédito.
100 milhões de pessoas no Brasil, estarão aptas a usa-lo.
São pessoas que receberam o Auxilio Emergencial, e que poderão ter acesso ao programa.

A ideia é que com parcelas baixas, a Caixa ofereça empréstimos de 200 a R$ 300,00 mensais, limitados ao valor de R$ 3000,00 por CPF.
A taxa de juros será de 1,09%.
Os valores serão financiados pelo Caixa Tem, aplicativo do Auxilio Emergencial.

O que o banco precisa explicar é, que esse crédito estará liberado a partir de novembro de 2021.
E que, ele será como se fosse uma extensão do Auxilio.
A diferença é que agora, o governo federal não vai mais bancar do bolso.
Quem acessar o dinheiro, terá que o devolver com juros e correções.

Para quem está passando por uma situação complexa pela crise da Covid-19, o valor virá em boa hora.
O Auxilio Emergencial acabou se transformando num complemento importante da renda de milhões de brasileiros nos últimos meses.
Especialmente daqueles que, tiveram percas relacionadas a Covid-19.
A estratégia está toda programada, e tem tudo para dar certo, diz o Presidente da Caixa, Pedro Guimarães.
Ele espera apenas o aval do Presidente Jair Bolsonaro, que deve ser dado até o final da próxima semana, para jogar o programa na mídia.
A Caixa pretende fazer uma grande propaganda e se lançar, como o banco que está ao lado dos brasileiros, na luta contra a crise provocada pelo Coronavírus.
Contraditório, já que na confusão com a Febraban, o banco é um dos que dizem que não há crise econômica no Brasil.
Ao mesmo tempo, é bom que se esteja assim, para que os brasileiros não fiquem completamente sem assistência nesse momento.