O que diz a ciência sobre a Coronavac

Foto / G7 Orcon – Frascos da vacina Coronavac, contra a Covid-19
Por Revista Kromnws

25/08/2021

Desde o final do ano passado, quando anunciado que o Brasil teria vacinas contra o novo Coronavírus, uma disputa se formou.
Governo, apoiadores e críticos, começaram a debater qual seria a melhor imunizante do mercado.
Vacina boa na realidade, é aquela que entra no braço das pessoas, e as protegem, contra o vírus.
Nessa afirmação, cientistas tem insistido em dizer na sua imensa maioria, que as imunizantes disponíveis tem seu grau de eficácia.
Não há uma melhor que a outra, há diferentes métodos de desenvolvimento e cada uma desenvolvida de um jeito, apresenta melhores resultados finais.

Todas vão proteger de alguma forma, e todas sem exceção, podem evitar mortes.
Não existe nada que seja 100% eficaz, nem mesmo as vacinas mais consolidadas são 100%, apontam os cientistas.
Mas é preciso fazer uma grande análise sobre cada imunização.
E é preciso entender o que é estudado, e o que está sendo.

A chinesa Coronavac, uma das primeiras vacinas, foi alvo de muitas críticas essencialmente no Brasil.
Mas foi também a primeira imunizante a ser liberada aplicação no país.
Se não tivesse índices de segurança a vacina não teria sido liberada.
Entre todas que apresentaram resultados adversos em algum público, a Coronavac não apresentou nem um,
isso é um indicativo do quanto a imunizante é segura.
E é isso que se deve avaliar, apontam médicos e pesquisadores científicos ouvidos pela Kromnws.
A segurança para cada pessoa que tome, é essencial.
Não se pode ter uma vacina 95% eficaz, se ela tem chances de causar uma trombose, por exemplo.

Por isso, a Coronavac saiu na frente das demais.
Mas a propaganda do governo federal brasileiro contra a imunizante foi tão violenta, que as pessoas acabaram crendo no que disse o Presidente Jair Bolsonaro,
afinal o líder da nação deve ser um nato formador de opiniões.
Nesse caso, opiniões que não devemos seguir.

O Brasil teve um número acentuado de mortes que só começaram a diminuir, por causa das vacinas.
A Coronavac, é uma delas.
Mas um novo estudo feito pela comunidade científica levantou uma questão.
Uma 3ª dose de vacina poderia aumentar a imunidade das pessoas?
Ou uma dose anual seria mais eficiente?

Estudos surgem todos os dias porque a Covid-19, é novo.
Como tal ainda aprendemos com ela, relatam os cientistas.
Por isso as vacinas tem a necessidade de serem aprimoradas com o passar do tempo e o surgimento das variantes.

Já se sabe que, duas doses de Coronavac, são 70% eficazes contra o Coronavírus.
Nas variantes tradicionais conhecidas.
Agora um novo estudo revelou que isso pode chegar a 95%, se tomada uma 3ª dose.
Isso é 5 vezes mais potente e mais imunidade contra a doença.

Só que, o que deve ser destacado aqui, é que essa 3ª dose não significa que tomando-a, acabou.
A vacina deve depois de 3 doses iniciais, ser reforçada uma vez por ano, apontam estudos.
Não apenas com a Coronavac, mas com a maior parte das imunizantes.
Os dados mostram que a um longo prazo, anualmente como a vacina da gripe, pode se ter uma imunidade maior contra novas variantes do vírus.
A Covid-19, iniciou-se em dezembro de 2019, mas está longe de acabar.
Talvez nunca acabe, apenas se transforme.