The Journalist | Capítulo 9 |

Amanhece e um novo dia chega.
Piter então pega algumas anotações que conseguiu de pesquisas e liga para alguém.
Minutos mais tarde em uma cafeteria se encontra com Nathy.
“Olha quem já veio me procurar, e eu pensei que fosse levar mais uns meses.
Aposto que tá com saudades do meu beijo”, fala ela sorrindo.
Ele sorri de volta e fala pra ela que estava ali a trabalho, e ela responde que sabe disso, que sempre é.
E pergunta o que ele precisa dessa vez.
Ele fala a ela que precisa encontrar uma pessoa, e ela pergunta quem agora,
e diz que ele estava tendo que procurar muita gente desaparecida nas últimas horas.
Piter entrega a ela um nome, e pergunta se ela consegue rastrear.
Nathy pede algumas horas, e até o fim do dia, o daria uma posição.

Piter recebe uma ligação no final do dia, Nathy queria o ver.
Ele estava com a noiva e diz a ela que no dia seguinte poderia encontra-la, ela diz que estava tudo certo e eles desligam o telefone.
Jenifer pergunta a Piter quem era, e ele fala que era sobre um trabalho que estava vendo, uma revista para atuar.
Jenifer sorri e pergunta para ele se ia ficar entrevistando celebridades.
Piter diz a ela que revistas não são apenas de fofoca, há revistas de outras áreas.
Científicas, jornalísticas de investigação, política econômica, uma série de áreas e de infinidades.
Jenifer apenas sorri, e pergunta se ele não ia mesmo desistir de ser Jornalista, Piter fala que não.
Ele tinha o dom, era como seu avô, bom demais para desistir.
Jenifer diz que o entende, mas que ele deveria tomar cuidado e saber a hora de parar.
Ela fala para ele que não era a sua avó, e que não ia ficar passando a mão na cabeça dele em todos os momentos.
Ele tinha que crescer e responsabilizar-se pelos seus atos, se falhasse no jornalismo, não ia poder lamentar como o avô depois.
Piter se irrita e diz, que o avô foi um jornalista brilhante, que não tem do que se envergonhar.
Ela então o pergunta sendo brilhante, o que ele conquistou?
“Ele mandou o filho pra faculdade e transformou num dos melhores médicos do país.
Tenho orgulho do meu pai, mas tenho mais ainda do meu avô Jenifer.
Se não consegue ver isso, não temos nada pra fazer um com o outro.”
Piter vai embora da casa da noiva, antes que ela pudesse ter qualquer reação, e ela fica apenas sentada no sofá, pensando.
Ao chegar em casa, o Jornalista parece frustrado e irritado, a mãe quer saber o que está acontecendo e Piter diz que nada.
Ela pede que ele fale com ela, que desabafe.
Piter diz que prefere não falar, ela tinha o mesmo pensamento de Jenifer e iam acabar brigando também.
Ela pergunta se ele discutiu com Jenifer e diz que ela era uma boa moça, só estava querendo o que era melhor pra eles, pensando no futuro.
Piter diz que ela estava pensando nela, só nela, não no que ele quer.
Esse tipo de pensamento ele dispensava, não precisava disso pra ser feliz.

No dia seguinte de novo na cafeteria, Piter está com Nathy.
Ela percebe que ele está tenso e pergunta o que aconteceu, ele conta de Jenifer e ela reitera.
“Eu disse que essa moça não é pra você, pra pular fora dela.
Não me escuta e vai sofrer por isso.”
Ela o entrega um endereço e diz que é o que ele pediu, o paradeiro da tal pessoa da anotação.
Piter a agradece e ela pergunta se a pessoa tinha a ver com a máfia de novo, se ele ia precisar de reforços.
Ele fala que não, que ninguém foi sequestrado e que estava tudo bem.
Mas ela diz a ele que se precisasse, a chamasse.
E entrega a ele uma pequena bolsa.
“Aí tem algo que talvez precise mas não abre aqui, abre quando estiver sozinho.”

A moça vai embora e Piter chega em casa, abre a bolsa e pega uma pequena arma.
Ele a guarda, e seu celular toca.
Yago pergunta se ele estava bem e ele responde que sim, se tinha pensado na sua proposta.
Piter diz que estava pensando, e que tinha que fazer uma viagem naquele dia, mas que quando regressasse, o daria um parecer.
Yago fala para ele que deveria ser rápido, muita gente queria o que ele estava o oferecendo, a revista estava com toda a estrutura pronta, só precisaria de um bom jornalista
para lidera-la.

Piter viaja para Londres, e chegando no Reino Unido, bate na porta de um apartamento.
Uma moça, bela mas tímida, um tanto quanto desajeitada, abre a porta.
“Cecília, eu posso entrar?”
Fala a moça a assustando.
“Muitos anos ninguém me chama por esse nome, quem é você, quem te mandou?”
“Ninguém me mandou Cecília, eu vim por conta própria.
Mas gostaria muito de falar contigo, preciso na verdade, falar com você.”
Ela abre a porta e o deixa entrar, mas pede que ele não demore, se seu marido chegasse então poderiam ter um problema se ele a pegasse em casa com um homem.
“Seu marido, Bruno, ele é muito violento?”
Ela se nega a responder, e pergunta de fato o que ele estava fazendo ali, quem ele era.
“Eu sou Piter, sou um Jornalista de Oglopogos.
Estou aqui por conta de uma historia, uma historia de 20 anos atrás.”
Cecília parece preocupada, e então leva as mãos aos olhos, os fecha, memórias lhe vem a mente.
“Há cerca de 20 anos, na Itália, Yago Castelamare tinha uma noiva chinesa.
Cecília Sheng.
Filha de uma mãe chinesa e de um pai italiano, que foi prometida a ele para pagar uma dívida entre as famílias.
Mas o irmão de Yago, conheceu sua noiva e prometeu pega-la para si, porque se apaixonou por ela.
Então enganou Cecília Sheng e o pai de Yago.
Yago sabia que Bruno Castelamare estava mentindo, mas a máfia acreditou na historia que foi contada.
Então Cecília desapareceu para sempre e seu corpo foi encontrado boiando e desconfigurado num rio.
Aquilo foi atribuído a Yago Castelamare e iniciou sua entrada nos negócios da família.
Poucos dias depois, seu pai morreu e Yago, assumiu os negócios.
Bruno desapareceu sem deixar vestígios.
Mas na verdade não foi desse jeito que a historia aconteceu, Cecília Sheng não foi morta.
Ela é você não é mesmo?”
A moça fica assustada, pálida, parece que se sente mal.
“Não se preocupe eu não estou aqui para te trazer sofrimento, nem para machuca-la.
Estou aqui apenas, para estabelecer a verdade.”
“Ele fará coisas horríveis comigo se descobrir que estou viva, não tem ideia do quanto ele é cruel, violento.
Eu temo pela minha vida e pela vida dos meus filhos, eu não posso te ajudar.
Vá embora por favor e não volte mais aqui.”
Piter ainda insiste, mas ela pede de novo que ele vá embora.
O Jornalista então saí da casa, e telefona para Yago Castelamare.
“Queria uma resposta sobre a revista, e a minha resposta é sim.
Desde que tenha uma coisa que faça por mim.”
“Que coisa quer Piter?”
“Eu quero publicar a historia Castelamare, a verdadeira não a que foi dita nas ruas.
Eu segui as anotações que me deu, e eu to perto de desvendar todo o mistério Yago.
Vai me deixar expor seu irmão, quando eu descobrir a verdade?”
“Isso é tudo que eu mais quero, por 20 anos.
Tenho esperado o momento e a pessoa certa, para expor a historia daquele calhorda.”
“Então conte comigo, vamos fazer historia juntos.”
“E quando começamos?”
“Na verdade eu já comecei, estou em Londres.”
“Londres, fazendo o que em Londres?”
“Tentando convencer uma fonte a se revelar. Ela pode expor toda a historia mas ela tem medo demais do Bruno, ou está mistificada com a imagem de que você irá persegui-la e
mata-la se descobrir a verdade.”
“Uma fonte? Que fonte?”
“Um jornalista não pode revelar sua fonte, mas posso te dizer que é fonte segura, que está por dentro da historia.”
“Só 3 pessoas sabem da historia Piter.
Bruno, Cecília e eu.
Ah meu Deus, Cecília Sheng está viva não é mesmo?
Eu sempre acreditei nisso mas diziam que eu era louco por achar que ela ainda vivia.
E eu queria encontra-la, mas não tinha coragem de procurar, tinha medo do que fosse achar.
Deveria ter a procurado.”
“Sim Yago, deveria.
Mas talvez não seja tão tarde, talvez ainda se tenha uma chance.”
“Não saía daí, eu estou indo a Londres te encontrar.
E levarei minha irmã junto, parece que causou uma boa impressão Jornalista, Elize não para de falar em você.
Ela está apaixonada. Se estiver também sugiro que peça logo a sua mão, aqui tem honra entre a família.”