Inversão – 2ª turma do STF define que Moro foi parcial ao julgar Lula

Por Anna Keringger, Do Informe Franca

23/03/2021 | 17h29

Atualizado | 18h 35

Numa decisão inversiva, a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, decidiu hoje, 23 de março, pelo placar de 3 votos a 2, que o ex-juiz Sérgio Moro foi parcial ao julgar e condenar o ex-presidente Lula.

A decisão foi sacramentada no final da tarde de hoje, e marca mais uma derrota da Lava Jato no STF e vitória de Lula.
O julgamento começou em 2018 mas ficou por cerca de 2 anos suspenso.
O Ministro Gilmar Mendes pediu vista do processo, mais tempo para analisar.
Contrário a Lava Jato, ele decidiu pautar o caso para este ano e todos os votos recomeçaram.
No caso o Ministro Kassio Nunes, acabou tendo que votar pois na época não estava presente.
Há 15 dias ele pediu Vistas para analisar o processo.

Depois de voltar hoje com a pauta, o julgamento foi refeito e Nunes decidiu apoiar o ex-juiz.

No seu voto, Kassio argumentou que mensagens hackeadas não podem ser usadas como prova, contra o ex-juiz federal.
Também declarou que a forma de operação da defesa para pedir nulidade dos processos e a suspeição de Moro, por meio de um Habeas Corpus, não é a adequada.
O Ministro levantou pontos divergentes com a ala garantista do Supremo que é contra a Lava Jato e suas condenações.

Faz parte dessa ala, o Ministro Gilmar Mendes.
Que preside a 2ª Turma e que falou por cerca de 1h30 depois do voto do colega.
Rebatendo as afirmações de Nunes, Gilmar fez críticas aos Ministros e disse que cada um vai passar para a Historia com o seu papel.
Para o Ministro, o Juiz Covarde, não pode passar impune dessa situação que desmoralizou a Justiça no Brasil.

Mendes fez críticas a Moro, a condução da Lava Jato, nada de muito diferente de outras oportunidades.
Ânimos acabaram um pouco exaltados, e Nunes acabou dizendo que pedia desculpas mas que ali, todos não o conheciam bem ainda para saber que ele não teme dizer o que pensa, sobre nem um assunto.

Com o voto do Ministro a maioria do julgamento estava a favor de Moro.
Minutos depois desta reportagem ter sido atualizada, Cármen Lúcia mudou seu entendimento sobre o caso.
A respeitada Ministra optou por defender Lula e sua defesa indefensável, envergonhando o país perante a todo mundo de novo.
O voto de Lúcia, garante munição de Lula contra o ex-juiz, a nulidade de suas condenações e mais do que isso, outros pedidos de outros réus que virão por aí.
É o sepultamento da Lava Jato em definitivo.