Saúde manda municípios usarem estoques reservados para 2ª dose de vacinas

Por Lívia Tomazelli, Do Health Informe

22/03/2021 | 6h30

Buscando acelerar seu processo de vacinação, muito atrasado e sem uma definição de quando será concluído, o Brasil tomou uma decisão radical que pode comprometer e não ajudar, as pessoas.
O Ministério da Saúde determinou que as cidades não estoquem mais, as vacinas de 2ª dose para aplicação.
Parte dos imunizantes que estavam sendo entregues, era para ser aplicada a 1ª dose.
Mas parte já tinha que ficar guardada para ser a 2ª, afim de evitar atrasos na aplicação e problemas na eficácia da imunizante.

Com a nova decisão, todos os municípios podem usar as doses como 1ª dose, e aplica-las na sua população dentro do público alvo.
Por enquanto estão sendo vacinados no Brasil, trabalhadores da área da saúde e idosos.
Em alguns estados a prioridade foi diferente.
Quilombolas, indígenas e professores também entraram no grupo prioritário e estão recebendo a vacinação.
Eles são considerados prioridade, especialmente professores, por lhe darem com as salas de aulas e os alunos, que estudam de forma presencial.
Apesar dos professores estarem recebendo a vacina, os alunos, crianças e adolescentes, ainda não.

Especialistas ouvidos pelo Health Informe, relatam que é um risco muito grande a decisão tomada pelo Ministério da Saúde.
Uma vez aplicadas todas as doses sem margem de segurança para se aplicar a 2ª, a eficácia da vacina pode ser comprometida.
O intervalo entre uma aplicação e outra não pode ultrapassar 21 dias.
E o Brasil não terá as doses para aplicação dentro do período compreendido.
O país joga com a sorte, e com a vida dos brasileiros.