Economia – Apesar de aprovação no Congresso, beneficiários do INSS seguem a espera de margem para o consignado

Por Lara Maritan, Do Informe Franca

22/03/2021 | 6h

Beneficiários do INSS vivem nesta pandemia de Covid-19 uma sucessão de desafios a superar.
Com a queda na renda fixa de muitas famílias as suas rendas passaram a ser as únicas opções para sustentar suas casas.
Muitos tiveram que recorrer a medidas extraordinárias para darem conta desse sustento.
Os empréstimos consignado aumentaram em um número recorde ao longo do ano passado, nos primeiros meses da pandemia.
Tanto que em outubro o governo federal decidiu criar uma MP, que aumentou a margem de limite da consignação de 35 para 40%.
O projeto foi enviado ao Congresso e por um triz, não caducou.
Mas na última hora foi aprovado pelos parlamentares.
Câmara e Senado autorizaram que até o final deste ano, a margem extra valha para todos os servidores, militares, aposentados e pensionistas.
Para que a lei tenha efeito e a medida movimente a economia, depende de uma coisa.
Que o Presidente Jair Bolsonaro sancione a lei.

Os bancos já se antecipam, e bateram os contratos dos clientes.
Estando assinados as propostas podem ser encaminhadas assim que o INSS liberar a margem.
Mas essa liberação ainda não tem data para ocorrer.

12 dias depois da aprovação da lei no Congresso, ela ainda não foi sancionada pelo Presidente Bolsonaro,
nem tem data para ser.
Há uma série de medidas que foram aprovadas, umas mais outras menos prioritárias, que aguardam veto ou sanção presidencial.
E há um prazo para que o Presidente faça essa deliberação.
Mas a medida ainda não ultrapassou esse prazo, por isso não pode entrar em vigor de maneira automática.

Enquanto isso acontece, da mesma forma que o INSS deixou os seus beneficiários esperando o 13º que não veio até hoje,
também deixam eles esperando o aumento de sua consignação.
Com contas vencendo, famílias se deteriorando, e a situação econômica cada vez num status mais grave.