Colapso na saúde – Estados apresentam falta de medicamentos e risco de desabastecimento de insumos e oxigênio

Por Mariana Novacki, Do Health Informe

20/03/2021 | 7h

O Brasil continua vivendo um drama dia pós dia no que se refere aos casos da Covid-19.
Em meio a inércia do governo federal que não consegue conter o avanço da doença, e as ações um pouco mais efetivas de governadores e prefeitos, mas que não convencem a todos, o número de hospitalizações tem crescido no país.
Diferente das primeiras variantes, agora o vírus está mais forte.
Não atinge a maioria de idosos, e sim gente de todas as idades incluindo crianças.
E o tempo dessas pessoas em hospitais ou até em respiradores, passou a ser maior.

Por causa disso tem aumentado muito essa demanda, o que tem feito os hospitais terem problema de abastecimentos.
Pelo menos em 18 estados brasileiros, dos 27 da Federação, já existem falta de medicamentos, insumos e oxigênio.
Um ou mais itens estão em falta o que coloca mais em evidência o colapso do sistema.

Diferente do que houve em Manaus, quando governo e o Ministério da Saúde disputaram de quem era a culpa pelo colapso, já que um não reconhecia o erro do outro,
nos demais estados a situação é diferente.
Os governos e as secretarias estaduais de saúde já reconheceram o drama que passam.
Hospitais da rede privada enfrentam problema semelhante.

As empresas que produzem oxigênio, já não também conseguem dar conta da demanda.
Especialistas falam que muita pessoa vai morrer, ao precisar de um cilindro e não ter o devido acesso.
Especialmente no sul do Brasil, onde as internações estão mais acentuadas agora, os níveis estão críticos.
Cidades menores estão tendo que solicitar ajuda as maiores.
Quem tem um pouco amais divide com aqueles que não tem nada,
apesar de todos estarem na mesma situação de falta, só para não parar, e poupar vidas o máximo possível.

O Ministério da Saúde informou que tenta contornar a situação, mas não conseguiu ainda uma forma disso.
A Anvisa monitora, com produtores, a questão.

Não é só oxigênio que falta nesse momento no Brasil.
Medicamentos para sedação e entubação, também estão em falta.
O Ministério da Saúde não tem mais.
A Anvisa vem requisitando que a indústria farmacêutica, entregue seus estoques ao governo federal para que possam ser distribuídos.
Nem todos os laboratórios tem atendido ao pedido.

Outro problema é que, ao julgar pelo modo como as coisas vão, vai faltar seringa de vacina, algodão, gase, todos os itens de cuidado e prevenção.

Em Santa Catarina uma fábrica de produção de itens hospitalares tem modificado sua rotina, para dar conta de sua demanda.
A empresa que antes funcionava das 7 as 17h, agora funciona em turnos, 24h por dia.
Foram contratados 100 novos trabalhadores além dos 200 já existentes que foram divididos nos turnos.
Ainda sim a fábrica alega que existem muitos pedidos em atraso, por falta de pessoal e de material para produzir.