Política de não luxo – Depois de deficientes visuais, agora governo federal deixa 18 milhões de alunos sem acesso a educação no Brasil

Por Anna Keringger, Do Informe Franca

19/03/2021 | 12h

O Presidente Jair Bolsonaro continua colocando em prática a sua política de não privilégios,
para quem precisa de qualquer recurso que garanta melhor educação no Brasil.
E isso fica evidente em um novo veto, publicado no Diário Oficial desta sexta-feira, 19.

Bolsonaro vetou integralmente um projeto aprovado pelo Congresso em fevereiro, que destinava R$ 3,5 Bilhões para a área de educação conectiva.
O projeto, permitiria com que 18 milhões de alunos carentes, hoje sem acesso a educação por causa da pandemia, recebessem equipamento e internet para que pudessem acessar aulas Online.
Além deles, professores dos ensinos médio e fundamental, também seriam contemplados.

Os recursos seriam retirados de Orçamento da Anatel, e uma parcela da União como um todo.
Mas, o Presidente alegou que se fizesse isso estaria descumprindo a regra do teto de gastos ao criar nova despesa para o governo, sem retirar fontes de outro lugar.

Com essa justificativa, Bolsonaro vetou o projeto no meio da pandemia e garantiu, com que estudantes continuem sem educação de qualidade.
Garantiu também que suas vidas sejam arriscadas no regresso as salas de aulas, pela não remota forma de ensino.

Gesto semelhante vem sendo feito pelo Presidente para com deficientes visuais.
Desde 2019, um projeto federal foi suspenso por Bolsonaro.
O que garantia invisuais do ensino médio, receberem notebooks do governo para que estudassem.
Inúmeras tentativas foram feitas para tentar retomar o envio dos materiais, por pessoas que são envolvidas nessa questão.
Todas sem sucesso.
Para o Presidente e seus auxiliares, a política em vigor é que todos são iguais, e ninguém merece privilégios.
Bolsonaro vê um privilégio um deficiente visual ter um notebook em sala de aula, ou em casa.
O que na realidade se chama necessidade.