Saúde em colapso – São Paulo tem mais de 90% de UTIs ocupadas com pacientes de Covid

Por Lívia Tomazelli, Do Health Informe

18/03/2021 | 16h08

O estado de São Paulo rompeu a barreira de 90% de ocupações em UTIs reunindo informações de todos os Municípios paulistas.
Os dados foram atingidos na quarta-feira, e anunciados nesta quinta, 18 de março.
Muitas situações críticas levaram o estado a chegar nesta marca.
Agora com essas novas confirmações, o estado paulista é o 18º estado a entrar em colapso na saúde no Brasil.
A situação de colapso é decretada quando um estado rompe a barreira oficial de 90% de leitos ocupados.
Isso porque, não se tem mais margem para fazer rotatividade de pacientes.
O paciente é internado ali, e só pode receber alta ao se recuperar.
Não há previsão de quanto tempo isso vai demorar ou se vai chegar a acontecer.
Então aquele leito não é de estabilidade, mas sim usado para salvar vidas.

Esses novos números podem forçar o governo paulista a antecipar medidas que estavam sendo proteladas.
O Lockdown total em São Paulo ainda não foi descartado.
Mas é uma situação delicada que é acompanhada pelo Comitê de enfrentamento a Covid-19 estadual.
O governador João Doria decretou na semana passada uma fase emergencial com medidas mais restritivas.
Que também podem ser ampliadas.
Essa fase duraria até 30 de março.
Mas uma alternativa é estica-la até meados de abril.
No período, comércios, bares, restaurantes, não podem abrir.
As escolas da rede estadual, tiveram férias antecipadas.

A capital paulista é um cenário real do que acontece em todo o estado.
Pessoas já morrem na fila a espera de leitos na cidade.
Até aqui, em 15 dias em que os casos estão explodindo cada dia mais, há o registro de pelo menos 88 mortes em São Paulo provocadas pela falta de leitos para atender os pacientes.
Eles não deixam de ser assistidos, destaca a Secretaria de Saúde.
Mas ficam numa fila a espera de um hospital que possa os receber com a UTI adequada.
Enquanto isso, recebem protocolo de medicamentos e respirador artificial.
Mas nem sempre é o suficiente para resolver o problema.