Drama – Piora quadro de pequena Helloisa Karoline, a espera de cirurgia cardíaca

Por Sofia Loueine, Do Olhar Informe

18/03/2021 | 16h38

A pequena Helloisa Karoline, filha da Presidente do Grupo Guilherme Kalel Comunicação, Jornalista Vanessa Rezende, ainda vive um drama.
A criança nasceu no último dia 9 de março, em um parto complicado e com 28 semanas de gestação.
Ao nascer foi constatado que, a bebê tem um problema cardíaco gravíssimo.
Para sobreviver, duas medidas são necessárias serem executadas.

Hello, como é chamada, precisa de realizar um transplante de coração.
Mas só poderá entrar na fila com 6 meses de vida.
Antes do período é inviável.
Mas antes desse procedimento, ela precisa do implante de um CDI.
Um dispositivo similar a um marcapasso, que além de controlar os batimentos ainda pode emitir choques ao coração, se houver paradas cardíacas.

Para fazer o implante, ela necessita realizar uma cirurgia cardíaca.
Mas no hospital onde está e onde nasceu, na cidade de São José dos Campos, no Vale do Paraíba em SP, não existe um especialista para executar o procedimento.
O hospital alega que os médicos especialistas em cirurgia cardíaca, fazem o procedimento em adultos.
Mas nem um deles aceitou fazer em uma bebê, ainda mais recém-nascida e prematura, dados os riscos.
Outro problema é que São Paulo assim como no resto do Brasil, vem enfrentando graves complicações relacionadas a Covid-19.
Por esta razão, o hospital não está agendando o procedimento nesse instante.

A mãe da criança, tenta desde 11 de março, resolver a questão.
Foi nesta data que Vanessa foi informada, que necessitaria serem realizados os procedimentos.
O Hospital tentou encaminhar Helloisa para o Incor, o Instituto do Coração, na capital paulista.
Lá há especialistas que poderiam realizar a operação.
Mas o hospital recusou receber a paciente.
O HC, também recusou a receber.
O mesmo aconteceu no Hospital São Paulo e em outras duas instituições tentadas.
Vanessa tem plano de saúde mas nem assim está conseguindo agendar o procedimento da filha, ou o seu transporte.
Ela não é natural de São José, mas sim de Franca, no interior do estado.
Na cidade, há como fazer a cirurgia na criança.
Mas para isso, Helloisa precisa ser transportada para o Município.
Dadas as suas condições, esse transporte tem que ser feito com alta cautela, e em UTI Aérea Móvel.
Seriam gastos R$ 5800, para que Vanessa leve a filha para sua cidade natal.
Um valor que o plano de saúde não custeia, e ela não tem.

A Jornalista e Professora da rede estadual de ensino de SP, entrou na Justiça para tentar obrigar o plano a pagar pela viagem.
Ou assumir os gastos com o transporte, de modo a ressarcir depois.
No entanto a decisão não foi favorável.
A liminar pedida foi negada.

Nesta quinta-feira, 18, os médicos de Helloisa em São José, revelaram para a mãe que o quadro da menina piorou.
Se ela sofrer uma parada cardíaca, o que pode acontecer, ela não poderá ser reanimada.
O implante do CDI, é a única forma de talvez, evitar que a morte precoce aconteça.
Mas é uma tentativa.
O cardiologista que acompanha o caso diz, que a criança está fraca e apesar de ter se desenvolvido bem nos primeiros dias, regrediu nas últimas 48h.
A bebê, tem o coração muito cansado pela supressão a qual é submetido.
Isso quer dizer que ela está forçando demais, para se manter viva, e isso está a prejudicando mais rápido do que poderiam imaginar.

Helloisa Karoline nasceu em 9 de março, medindo 38 centímetros e pesando 900 G.
Hoje, está com 980 G.
Ela teria que estar agora com mais de 1 KG.
O peso chegou a ser atingido na segunda, 15, mas começou a cair, no dia seguinte.

Em conversa com o Blog, Vanessa desabafou.
“Não quero nada demais, apenas garantir o tratamento digno que ela merece, só quero tentar pelo menos, salvar a minha filha.”