Pandemia – Por recrudescimento de casos em SP, HC e Incor rejeitam receber bebê de Vanessa Rezende

Por Lívia Tomazelli, Do Health Informe

10/03/2021 | 15h40

Os 2 maiores hospitais de São Paulo, cooirmãos e especialistas em questões cardíacas, não podem receber a pequena Helloisa Karoline, que tem 2 dias de vida.
Ela nasceu nesta terça, 9, em São José dos Campos com 28 semanas de gestação, após complicações.
Com uma cardiopatia severa por conta de um defeito congênito, ela necessita realizar dois procedimentos de extrema urgência.
O primeiro implantar um dispositivo CDI, para atuar como um marcapasso em seu corpo.
O outro, fazer um transplante de coração quando for viável para isso.
Ambos os procedimentos deveriam ser realizados no Incor, Instituto de Coração de São Paulo.
Mas a família da criança tem encontrado dificuldades no processo.
A bebê, foi rejeitada pela Central de Regulação de vagas, e pela diretoria de ambos os hospitais referência.

O motivo, o recrudescimento da pandemia de Covid-19 na capital paulista,
que está fazendo com que as instituições especializadas deixem de atender seus pacientes, para dar conta da Covid.
O Incor está lotado de pessoas com cardiopatias, e que estão com Coronavírus.
Os leitos estão a beira da ocupação máxima.
Para atender a uma criança, nesse momento o hospital não dispõe de vagas.

O HC, que tem UTI Neonatal e poderia receber a neném, e está localizado na frente do Incor,
não recebe a paciente porque ela pertence a outra região do estado, e não está recebendo novos pacientes para tratamentos crônicos.
Em ambos os casos o envio da paciente é por meio de convênio médico.

Em São José dos Campos, onde a menina nasceu e está internada, não há um especialista em cirurgia nessa área para implantar um CDI numa criança.
Não há também, como transplanta-la na cidade porque não há autorização ou centros de referência para isto.
A próxima tentativa, seria em São José do Rio Preto, em outro extremo do estado paulista.
Contudo com poucas chances de novo, por conta da Covid-19.

A historia da pequena Helloisa, é um drama que a sua família encara desde seu nascimento.
Mas que também é vivenciado, por centenas de outras mães, que precisam do mesmo.
As pessoas não pararam de adoecer, ou de nascer com problemas congênitos porque a pandemia chegou no planeta.
Ao contrário, os partos com complicações e pacientes pós parto que apresentam evolução negativa aumentaram por causa da Covid-19.
A mãe de Helloisa, Vanessa Rezende, é Presidente do Grupo Guilherme Kalel Comunicação, responsável por este Informe Franca.
Mas, isso não muda o fato que está sendo divulgado.
O fato de que a criança não tem atendimento por falta de vagas.

O governo de SP foi procurado porque gerencia os hospitais.
Mas em nota respondeu que as vagas e seu controle, são feitos pelas instituições.