Luta pela vida – Bebê de Presidente do GK Comunicação nasce com Miocardiopatia e precisa de transplante para viver

Por Sofia Loueine, Do Olhar Informe

Enviada especial a São José dos Campos – 10/03/2021 | 10h28

Nesta terça-feira, 9 de março, a Presidente do Grupo Guilherme Kalel Comunicação Vanessa Rezende, deu a luz em São José dos Campos.
Sua filha nasceu de 28 semanas após complicações na gestação.
A criança está internada em UTI Neonatal, e ainda não há previsão de quando deixará o local.

Assim que nasceu, os médicos constataram uma irregularidade cardíaca.
A Pediatra que acompanhou o parto informou, que a criança foi submetida a uma série de exames.
Onde foi constatado que ela tem uma miocardiopatia dilatada.

Isso acontece quando o coração não consegue se comprimir o suficiente para bombear sangue corretamente, o que provoca insuficiência no funcionamento cardíaco.
Por se tratar de uma bebê e ser um defeito congênito grave, apesar de tratamentos a melhor alternativa nesse caso é um transplante.
A pequena Helloisa Karoline, não sobreviveria até os 5 anos de idade, se não realizasse o procedimento.
Isso porque a medida que ela crescer e seu pequeno coração também,
a criança vai começar a ter mais dificuldades para o bombeamento, explica a médica Anna Lívia Coelho, especialista em cardiologia infantil.

Helloisa terá uma longa batalha pela frente.
Além de esperar até seu 6º mês e vida, quando será viável um transplante, e ter que encontrar um doador compatível, ela ainda precisa de outros tratamentos.
Um deles o implante de um marcapasso, para ajudar seu coração a funcionar por agora.
Ele é incapaz de funcionar sozinho e tem movimentos irregulares de arritmia.
Por esta razão, a criança terá implantado em si um CDI.
O dispositivo funciona como um marcapasso e um desfibrilador portátil.
A qualquer sinal de irregularidade cardíaca o coração recebe uma carga de choque para que volte ao ritmo normal.

O procedimento deve ser realizado o mais breve possível na criança, para evitar que ela tenha complicações.
Mas essa data de implante ainda não foi agendada.
Em São Paulo, cirurgias estão suspensas por conta da pandemia da Covid-19.
Mas nesse caso, em que há extrema urgência, os médicos aguardam uma liberação emergencial do hospital onde a criança está.

A pequena será encaminhada posteriormente para o Instituto do Coração, Incor, em São Paulo.
Onde fará na capital paulista, demais tratamentos e possivelmente o seu transplante cardíaco, quando chegar a hora.

Vanessa Rezende conversou e recebeu o Olhar Informe no hospital.
Ela se emocionou ao falar sobre a filha, seu nascimento e a complicação cardíaca.
De cada 10 nascimentos que ocorrem, 3, são com crianças que apresentam alguma cardiopatia severa no nascimento.
E de cada 10 crianças com cardiopatias, 5 precisam de um transplante a até antes dos 2 anos de idade.