Julgamento no STF – A espera de suspeição para Moro, Lula avalia ações na Justiça contra ex-juiz

Por Carolina Winter, Do Informe Franca

09/03/2021 | 6h

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conseguiu sua maior vitória desde que processado pela operação Lava Jato.
Nesta segunda-feira, 8 de março, teve as suas sentenças proferidas dentro da operação anuladas pelo Supremo Tribunal Federal.
A medida dada por Edson Fachin, visava tentar esvaziar a estratégia de julgar uma possível suspeição do ex-juiz, Sérgio Moro.
As alegações da defesa de Lula, é que Moro tinha intenções políticas quando o condenou em suas ações judiciais,
para que em 2018 Jair Bolsonaro vencesse as eleições.
Moro chegou a ser Ministro da Justiça do novo Presidente mas deixou o cargo em abril de 2020.
Uma série de questões foram levantadas desde sua saída do Ministério.

Os Ministros do STF no entanto, não desistiram de avaliar se o então Juiz, era suspeito a julgar por qualquer motivação o caso de Lula.e
Por isso, o julgamento começou nesta terça, 9, na 2ª turma do STF, formada por 5 Ministros.
4 deles votaram com a questão empatada em 2 a 2.
O último voto será dado pelo Ministro Kassio Nunes, que não ocorreu hoje.
Com os pais infectados pela Covid-19, Nunes não tinha o voto pronto para o julgamento de hoje.
O Ministro pediu vistas para analisar a questão e não se sabe, quanto tempo levará para que o mérito volte a ser julgado.
Mas as probabilidades são de que, ele acompanhe os votos de Gilmar Mendes, para que Moro seja considerado suspeito.
Nunes nunca foi muito adepto a operação Lava Jato, e fez diversas críticas a ela, mesmo tendo sido indicado por Jair Bolsonaro a Suprema Corte.

Mas, Lula não quer apenas a suspeição de Moro e a nulidade de suas sentenças.
O ex-presidente quer tira-lo de seu caminho para o resto de seus dias.
E para isso tem a estratégia montada, aguardando apenas a linha a ser traçada judicialmente por seus advogados.
Tão logo ele seja declarado suspeito no STF,
Sérgio Moro será interpelado por ações de Lula.
As ações serão no âmbito cível e criminal.
Moro, teria que responder por cada uma delas e se condenado, estaria inelegível para uma eventual disputa em 2022.

Com o nome do ex-juiz crescendo nas pesquisas é exatamente o que Lula pretende fazer.
Dar a ele o troco que graças a Moro, ele teve em 2018, quando foi impedido de concorrer.
Se as eleições fossem hoje e Lula candidato, as pesquisas mostram que ele venceria qualquer candidato no 2º turno, incluindo Bolsonaro.
É com Moro que a disputa fica mais acirrada, e o ex-juiz, poderia ter uma chance maior de o derrotar.