Disputa pelo poder – Campanha interna no BB pede permanência de atual Presidente no cargo

Por Nathália Mello, Do Informe Franca

São Paulo – 09/03/2021 | 7h45

O Presidente do Banco do Brasil, André Brandão, tem passado os últimos dias a espera da definição de seu sucessor no cargo de Presidente da instituição, após impasses públicos com Jair Bolsonaro,
e a sua decisão de deixar o comando do banco.
A terceira troca de comandante só neste governo é algo que não é visto com bons olhos pelo mercado.
Se não é visto pelo mercado como algo bom, também não é visto como algo bom por integrantes do BB e do próprio governo.

O Presidente do Banco Central e o Ministro da Economia, vem trabalhando nos bastidores nas ideias de demover Bolsonaro da demissão,
e de convencer Brandão a ficar no cargo.
Se ele sair, o cotado a assumir seu posto, é o Presidente da Caixa Seguridade, Eduardo Dacache.
O problema nesse nome é que, por ser funcionário do banco concorrente apesar de também ser do governo,
isso pode repassar uma ideia de parcerias entre as instituições.
Isso nada seria bom ao mercado, que poderia imaginar no futuro que a Caixa viesse a absorver o Banco do Brasil,
o que evitaria a sua privatização e daria um maior controle ao banco sob as operações financeiras no Brasil.

A Caixa já tem dado mostras de que não pretende ser um banco voltado a privatização,
e que mais, pretende dominar setores que antes não dominava.
Entre eles do agronegócio, que sempre foi uma especialidade do BB.

Se Brandão não ficar, apesar de toda a campanha para que ele fique,
a imagem do BB ficaria desgastada.
O único meio de diminuir um pouco esse desgaste seria, promovendo a Presidência uma pessoa que fosse da própria instituição.
Deste modo poderia se preservar um pouco a autonomia do banco.