Reflexos da pandemia – Aumentam números de internações de crianças com Covid-19 em SP

Por Lívia Tomazelli e Mariana Novacki, Do Health Informe

04/03/2021 | 12h25

Para os desavisados que insistem em por as nossas crianças em risco, mandando-as para as escolas porque elas não se contaminam com a Covid-19, um aviso.
Esta reportagem serve de alerta para conscientização das pessoas.

Em São Paulo, o número de crianças internadas por conta do Coronavírus, aumentou consideravelmente nos últimos meses.
Só na capital paulista, todos os hospitais da rede pública e privada, registraram entre dezembro e fevereiro, internações de crianças.
Muitas dessas internações com necessidade de UTI Infantil.

A rede pública de SP, tem hoje 56% de seus leitos para crianças ocupados na capital paulista.
O número chega a 62¨%, se a soma for feita em todo o estado.
Números que são alarmantes, exceto para o governo do estado e para aqueles que negam a pandemia e seus dados.

O Hospital Albert Einstein por exemplo que é referência em saúde no Brasil,
registrou em janeiro 8 internações de crianças com Covid-19.
Os números anteriores, de março quando a pandemia chegou ao Brasil, a dezembro, antes das festas de final de ano, mostram que só 4 crianças tinham sido internadas com a doença no hospital.

A rede Santa Clara Saúde, com sede em diversas cidades no Brasil, tem hoje ao todo, 28 pacientes internados em UTI.
Crianças que precisam de cuidados especiais após contraírem a Covid-19.
A suspeita é que, pelo menos 22 delas, com idade entre 4 e 12 anos, tenham contraído a doença após as voltas as aulas presenciais, em diferentes estados da Federação.

Os números aparecem num momento em que, agora que as vacinas começam a ser estudadas para saber o seu efeito nos pequenos.
E quando ainda é muito cedo para se saber quando teremos um resultado seguro, e quando essa vacina chegará as crianças.
Podem levar meses ou anos, para que essa eficácia e segurança, sejam provadas.
É importante salientar que, as vacinas que protegem contra a Covid-19, foram testadas em adultos.
E levaram em média, 8 meses para serem produzidas.
Algumas delas ainda estão em teste, apesar de terem tido comercialização liberada em alguns países.