Telefones clonados – Site vai a Justiça contra Claro por chips que foram perdidos por usuários

Nesta quinta, subiu para 10,8 mil o total de linhas da operadoras clonadas no Brasil

Por Nathália Valle, Do Blog Nathatech

26/02/2021 | 5h58

Subiu nesta quinta-feira, 25, para 10,8 mil o total de linhas de celulares clonadas da operadora de telefonia Claro.
Antes só pré-pagas, agora o problema também chegou aos números controle e pós da operadora.
O levantamento feito pelo Blog Nathatech, com exclusividade, juntamente com os jornalistas do Portal Informe Franca, mostram que
São Paulo é a região que mais registrou clonagens.
Foram ao todo, 7,3 mil linhas clonadas pelos criminosos digitais, que roubaram dados da Tele e depois venderam a outros criminosos na Deep Web.
O Rio Grande do Sul, teve 1,5 mil linhas clonadas.
O Paraná, aparece com 1,1 mil linhas clonadas. Enquanto o restante ficou espalhada por outros estados da federação.

O levantamento mostra ainda, que do total de clonadas, 10 mil são linhas pré-pagas.
outras 300 são pós, e 500 linhas controle.
As únicas linhas que ainda não foram prejudicadas pelo problema, são as chamadas Claro Flex.
Um outro sistema adotado pela operadora para fazer um plano com descontos, mais internet e o pagamento direto no cartão de créditos.
O plano é 100% digital, inclusive com o atendimento sendo direto pelo aplicativo e não na central telefônica como demais.

Por causa do número de linhas clonadas e de ter muitos de seus membros no rol de clonagem, o Grupo Guilherme Kalel Comunicação, decidiu nesta quinta-feira, 25, ingressar com uma ação na Justiça contra a Tele.
O Site acusa a operadora de danos morais e materiais, uma vez que as linhas perdidas não podem ser recuperadas e seus usuários terão que trocar seus números.
De imediato, a empresa pede que a Claro restitua os chips de todos que foram clonados.
Para os clientes que não desejarem permanecer na operadora, que lhes sejam fornecidos os recursos gastos para mudarem de Tele, com a compra de novos chips e eventuais recargas para ativar as linhas.
A iniciativa, visa atender aos colaboradores do Informe Franca que tiveram números clonados.
Mas, pode ser estendida aos outros clientes da operadora, indenizando-os assim que se identificarem, destaca Layla Moreira, advogada do Grupo Guilherme Kalel e autora da ação.

Além da ação judicial, o Portal ainda apresentou uma denúncia crime contra a Tele, no Procon de SP.
Para que a agencia fiscalize como esses dados vazaram, e responsabilize a operadora pelos seus atos.
Especialista em Direito Digital, o advogado norte-americano Wendel Mafri, explica que todas as vezes que uma pessoa tem dados extraídos por invasão digital que estejam armazenados fora de seu controle, a responsabilidade é da empresa que os dados vazaram, em indenizar o afetado.
A empresa deve ainda responder a Justiça, porque não tomou as medidas de segurança digitais cabíveis.

O Informe Franca e o Nathatech, procuraram a Claro nesta quinta-feira para esclarecimentos.
Em nota, a operadora confirmou que soube de um problema com suas linhas telefônicas, que fizeram alguns clientes perder o acesso.
A operadora disse que está tomando as medidas cabíveis e necessárias para resolver o problema, e falando com os clientes.
A Tele disse que todos serão ressarcidos, e terão os chips devolvidos se desejarem.
A operadora no entanto, não fala em vazamento de dados, tão pouco em com quais clientes falou.
No Informe Franca, nem um dos números clonados foi contactado pela operadora.
Já entre os levantamentos feitos pelo Portal, os clientes também não receberam contatos da Tele até a publicação deste Post.

Tiveram os números Claros clonados no Informe:
Adriana Rodrigues – Designer de Artes.
Mariana Corsi – Assessora.
Alana Cury – Jornalista.
Nathália Mello – Jornalista.
Tayla Vieira – Jornalista.

Colaboraram Guilherme Kalel e Thalita Maya