Sem aprovações ou estudos de eficácia, Brasil assina compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin

Por Lívia Tomazelli, Do Health Informe

26/02/2021 | 8h40

O governo brasileiro assinou nesta quinta-feira, 25 de fevereiro, um documento para comprar 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin, contra a Covid-19.
As doses ainda não tem data de quando serão enviadas ao Brasil, uma vez que o imunizante ainda não está aprovado.
A corrida contra o tempo para se conseguirem imunizantes eficazes no combate ao Coronavírus, e as variações da doença em diferentes regiões, tem feito laboratórios pularem etapas nesses processos.

A Covaxin por exemplo começou a ser desenvolvida em setembro do ano passado na Índia.
Passou pelos testes 1 e 2, e antes que chegasse a fase 3, o ensaio clínico continuou enquanto as doses começaram a ser liberadas a aplicações.
A Índia, já começou a imunizar uma parte de sua população usando o imunizante, e fazendo de seu povo, cobaias científicas.
No Brasil os estudos clínicos de fase 3, ficarão a cargo da Precisa Medicamentos.
O laboratório fez uma parceria com o laboratório indiano criador da Covaxin, para que a vacina seja sintetizada no Brasil após os estudos.
Isso quer dizer que o imunizante terá seus componentes importados da Índia, e será preparado no Brasil.
Isso já acontece com a Coronavac, feita na China e preparada no Brasil pelo Instituto Butantan.

O grau de eficácia da Covaxin, ainda não é conhecido porque os estudos não terminaram.
Mas o laboratório responsável por sua criação que é veterano no desenvolvimento de vacinas, disse que é alta.
A vacina é considerada por especialistas, melhor que a Coronavac.
Porque teve acrescida a si, um componente que aumentam os linfócitos T no ser humano.
Esse tipo de linfócito é responsável diretamente pelo combate a Covid-19.

Contudo, ainda não existe uma data para que a vacina comece a ser enviada e aplicada no Brasil.
A Anvisa ainda está analisando os estudos clínicos da vacina, para só depois receber seu pedido de uso emergencial.
Enquanto isso acontece, o governo continua com as doses que já tem, da Astrazeneca e Coronavac, perto do esgotamento.
O governo federal tenta com a iniciativa privada, a compra de outros imunizantes.
Até aqui, ainda sem resultados.