Crise no governo – Presidente do BB coloca cargo a disposição e abre novo entrave com Bolsonaro

Políticos se movimentam por fora de olho em cargo de Executivo

Por Guilherme Kalel, Carolina Winter, Luara Pecker e Nathália Mello, Do Informe Franca

Franca, Brasília e São Paulo – 26/02/2021 | 17h35

O Presidente do Banco do Brasil, André Brandão, sacudiu o mercado nesta sexta-feira, 26 de fevereiro.
Mais cedo ele colocou seu cargo a disposição do Presidente Jair Bolsonaro para deixar o comando do BB.
Brandão fica no banco até que Bolsonaro encontre um substituto e a transição ocorra, mas o fato é que ele não deseja mais permanecer afrente da instituição.
A avaliação, é que houve um desgaste desde que ele promoveu um enxugamento de agencias e funcionários, e cortou cargos de políticos dentro do banco estatal.

Brandão chegou a Presidência do Banco do Brasil, indicado pelo Presidente do Banco Central.
A sua missão era ajeitar a casa e preparar o BB para uma eventual privatização para os próximos anos.
Quando começou o processo, Jair Bolsonaro o cortou.
O Presidente reclamou de agencias fechadas e de corte de gastos e funcionários, bem como da extinção de cargos políticos na instituição.
Antes de Brandão, o BB tinha 9 vice-presidentes, todos políticos.
O que não tinha a menor necessidade e por isso os cargos foram cortados.

O Presidente do BB viu sua relação não ser mais a mesma com Bolsonaro desde então.
Num governo que fala algo hoje, mas muda seu discurso amanhã, o risco do Executivo é de manchar seu curriculum.
E mais de desgastar a sua imagem como aconteceu com o Presidente da Petrobras, que será trocado por Bolsonaro por um General.

Foi só Brandão avisar que pretendia deixar seu cargo, que Brasília esquentou.
Muitos movimentos passaram a ser feitos não para que o Executivo permanecesse, mas sim para que outro ocupasse a sua vaga.
A questão é que este outro, ainda não tem nome definido.
A fatia do bolo é grande e todos querem o único pedaço.
Políticos de diferentes partidos estão de olho na vaga.
Há inúmeras preferências que variam.
Um dos preteridos é o Presidente hoje do BNDES.
Mas há outros nomes também, técnicopolíticos ou só políticos para o cargo.
Só não há nome de um Militar, como no caso que entrará na Petrobras.
Mas até o núcleo Militar do governo tem um candidato e pretende indicar ao Presidente.
Apesar de não ser Militar, o indicado é funcionário de carreira do BB, e hoje atua diretamente no governo federal.

Bolsonaro disse na semana passada, que seu governo não tem medo de fazer trocas.
E que quando mudanças acontecem, não são de bagrinhos mas sim de tubarões.
Essa fala foi um indicativo de que ele pretende mexer em outros cargos de alto escalão no governo,
Ministros, presidentes de estatais, todos estão sem sono desde então.
Brandão, foi um dos que, entrou na mira da fritura do Presidente.
Mas antes que fosse colocado no óleo fervente, decidiu se antecipar.