Imunização – FDA aprova uso emergencial da vacina Janssen, e empresas querem acesso ao imunizante

Autoridades alegam que medicamento não determina período de análise por reação porque não apresenta riscos as pessoas

Por Mariana Novacki, Do Health Informe

25/02/2021 | 15h18

Entre as vacinas que estão sendo aplicadas para o combate a Covid-19, a chegada de uma tem sacudido o universo médico.
Trata-se da desenvolvida pela Janssen, braço da Jonhson & Jonhson nos Estados Unidos.
A vacina foi aprovada nesta semana pela FDA, equivalente a Anvisa no Brasil nos Estados Unidos.
A aprovação é para seu uso emergencial, o que sugere que a vacina assim como outras, só será avaliada para uso definitivo, depois de mais estudos e da comprovação de eficácia por parte daqueles que a tomaram.

Mas, tanto nos EUA quanto no Reino Unido, já as indicações para o uso da medicação.
Outros países também estão muito interessados nela, e há motivos de sobra para isto.
Ela é desenvolvida diferente das demais e já lançadas, em diversos aspectos.

A vacina não carrega vírus vivo, para fazer a sua imunização.
E sim uma partícula de resfriado convencional, adicionada a Covid-19, que faz o próprio sistema criar mecanismos de defesa contra o vírus.
É eficaz, apontam os especialistas e mais, não demandam série de cuidados.

A vacina não precisa de período de observação, porque não há indicações de efeitos colaterais.
Vacinas da Moderna e da Pfizer, usadas nos EUA, tiveram reações severas em diferentes grupos de pessoas, apesar de nem uma morte ser registrada.

A vacina da Janssen, tem outra vantagem.
É administrada em dose única, enquanto todas as outras precisam de duas para chegar a eficácia.
Por fim, a sua refrigeração pode ser feita em refrigeradores comuns, diferente das demais que precisam ser mantidas em temperaturas baixíssimas.

O Brasil já avalia a compra da vacina e sua distribuição.
Mas, por parte da iniciativa privada e não do governo.
Muitas empresas já tem entrado em contato com o laboratório produtor da vacina.

GKC Imunizado
A Presidente do Grupo Guilherme Kalel, Vanessa Rezende, também entrou em contato com a Jonhson & Jonhson nesta quarta-feira, 24.
Ela quer saber, assim que aprovada no Brasil, em quanto tempo a empresa pode fornecer doses, a serem usadas pelo Grupo Guilherme Kalel Comunicação.
A ideia, é imunizar pacientes atendidos pelos projetos sociais do Grupo, integrantes da Equipe com alta exposição a Covid, como o Departamento de Jornalismo, e ainda distribuir ao SUS, nas cidades em que há atuação física de colaboradores do Portal.
Isso incluiriam as cidades de São Paulo, São José dos Campos, Brasília e Franca.

O ofício da Presidente ainda não teve resposta, mas é aguardado que em até 15 dias, ele seja respondido.
Assim como o Portal, outras empresas brasileiras tem interesse em adquirir doses da vacina da Janssen.
Pelas regras que devem ser aprovadas no Congresso, a Iniciativa Privada poderá comprar vacinas, desde que 50% das compras sejam doadas ao SUS.