Senadores adiarão PEC Emergencial do governo e prometem votar apenas regra do Auxilio

Por Carolina Winter, Do Informe Franca

Brasília – 24/02/2021 | 11h55

Senadores insatisfeitos com o fracasso das articulações do governo federal, já se articulam para que nesta quinta-feira, 25, não votem a PEC emergencial que foi enviada pelo Executivo.
A proposta que foi relatada pelo Senador Márcio Bitar, previa uma série de mudanças na Constituição,
como por exemplo o fim dos gastos obrigatórios da União, de estados e de municípios com Saúde, Educação e outros.
Isso iria fazer com que cortes significativos fossem feitos no Orçamento da União em 2021, num momento em que o governo precisará realizar cortes para diminuir o impacto da dívida pública.
A PEC, ainda decretava novo estado de calamidade em função da pandemia de Covid-19, e o pagamento de um novo Auxilio Emergencial.

Os senadores ouvidos pela Reportagem do Informe, relatam que é desastrosa a forma como o governo federal, tenta empurrar gùela abaixo, uma proposta ruim na Casa de Leis.
Eles relatam que é preciso um debate amplo, antes de sugerir cortes com as despesas mínimas de todas as esferas governamentais,
alguns vão além e chamam de insana, a medida de cortar da saúde por exemplo, em plena pandemia de Coronavírus.

O Senador paulista José Serra, do PSDB apresentou uma proposta de emenda substitutiva a enviada pelo governo federal,
que deve ser apreciada amanhã.
Nela, Serra faz duras críticas a proposta do governo que fica para um segundo momento.
Se substituída por sua versão, os senadores só iriam debater agora, a calamidade e o novo Auxilio Emergencial.
É isso que o Brasil mais precisa nesse momento, destacam parlamentares em conversa com o Informe Franca.

José Serra, como parlamentar constituinte, declarou que não pode achar normal, que uma proposta como a feita pela União chegue aos senadores.
E que todos concordem em vota-la e aprova-la, sem antes um amplo debate do que significam cada corte indicado pelo governo.

A Reportagem do Informe Franca procurou o núcleo de articulação política no Planalto,
e os Líderes do governo no Congresso e no Senado, mas nem um deles comentou a nova proposição.