Em gesto raro, Ministério da Saúde pede ao Planalto ajuda para compra de vacinas

Por Carolina Winter, Do Informe Franca

Brasília – 22/02/2021 | 6h

Em um gesto raro, o Ministro da Saúde do Brasil Eduardo Pazuello, escreveu uma nota pública ao Palácio do Planalto neste sábado, 20 de fevereiro.
Onde ele pede que a Casa Civil do governo federal, ajude a negociar a compra das vacinas com laboratórios internacionais.
O Brasil quer ampliar a oferta de vacinação para a sua população,
mas tem esbarrado em entraves que não pode solucionar, se não tiver a ajuda do governo para isso.

Os entraves são das ordens burocráticas e não financeiras, destaca trecho da nota.
O país, manteve contato com a Janssen e a Pfizer, para a compra das vacinas das duas empresas.
Em ambas as partes, as contrapartidas pedidas aos laboratórios vão contra as leis atuais do Brasil.
Não é apenas o dinheiro que os laboratórios farmacêuticos estão pedindo.
Mas também, a imunidade sob qualquer efeito colateral adverso que suas vacinas possam causar.
O que muito chama a atenção, é que nem um outro país do mundo tem relatado que as suas compras com essas farmacêuticas, estão condicionadas a esse termo.

Até agora ninguém conseguiu compreender, o que o Brasil tem de diferente para ser obrigado a impor esta cláusula no contrato, ou as empresas não concordam em vender suas vacinas.
Outro problema que pode ser analisado é, se os países de fato estão concordando com esse termo, e assumindo esses riscos escondendo de suas populações.
Em ambas as hipóteses, as consequências podem ser catastróficas.
Enquanto o impasse com o Brasil não é resolvido, mais e mais pessoas se contaminam pela Covid-19.

Neste domingo, um grupo de governadores anunciou uma ofensiva contra o governo federal, para tentar comprar eles mesmos dos laboratórios as medicações.
Se der certo, pelo menos 23 estados devem fazer parte da medida.
O Ministério da Saúde, promete reembolsa-los se a compra chegar a ser concretizada.
Mas na realidade os governadores farão a compra, pela inércia e demora do governo, em resolver a questão.
O Brasil é um dos países que começou mais tarde no mundo inteiro seu processo de vacinação.
Pouco mais de 7 milhões de doses de vacinas foram aplicadas, e o país está enfrentando o problema de falta de vacinas já.
Como muitas dessas imunizantes é preciso aplicar duas doses para se ter a eficácia,
muitos que tomaram a vacina no começo da campanha, no final de janeiro e começo de fevereiro, já estão tendo que tomar a outra dose.
Mas, nem todos tem acesso ao medicamento.