Auxilio Emergencial – Governo pretende liberar até R$ 30 Bilhões para pagar a 44 milhões de brasileiros

Por Guilherme Kalel e Luara Pecker, Do Informe Franca

22/02/2021 | 14h50

O governo federal deve liberar em março, os recursos extras que serão usados para pagar o novo Auxilio Emergencial.
Ainda nesta semana, o Congresso deve votar a medida, que vai garantir a retomada do benefício para as pessoas que necessitem.
Diferente do que houve no ano passado, quando 64 milhões tiveram acesso aos recursos, neste ano o número de brasileiros que irá receber será menor.
O governo ainda não revelou, como será feita esta triagem.

Entre os 44 milhões elegíveis para receber, já estão somados 14 milhões de pessoas que recebem o Bolsa Família, e que terão o programa de distribuição de renda substituído.
Além destes outras 5 milhões de pessoas que esperam concessão do programa social, entram no rol de receptores do novo Auxilio.
Com isto, restariam 25 milhões de brasileiros que seriam contemplados pela nova rodada de pagamentos, a se iniciar por março.

O novo valor não está definido mas ainda deve o ser esta semana,
a depender de por quanto tempo e quantas pessoas o programa irá contemplar.
Se confirmadas as projeções atuais o benefício deve ser de R$ 250 a R$ 300,00.
O governo disponibilizará, R$ 30 Bilhões que serão gastos com 44 milhões de pessoas.
Os recursos ficarão de fora do teto de gastos, ou seja, não vão ser retirados do Orçamento anual para serem compensados.
Se transformando em dívida a ser paga no futuro.

A medida é necessária ser feita assim, porque se condicionada ao Orçamento, o governo teria que fazer bruscos cortes nos gastos e não ia ter quase nada para investir ou gastar.
Outros programas e benefícios precisariam ser cortados para manter o Auxilio Emergencial, inclusive benefícios previdenciários.
Se o governo não cortar os gastos, e nem manter estes como dívida futura, ele comete crime de responsabilidade.
Jair Bolsonaro poderia ser cassado por pedaladas fiscais, assim como Dilma Rousseff o foi em 2016.
O Presidente sabe disso, por isso há um certo cuidado na hora de conceder o novo programa.
Tudo está sendo costurado pela equipe do Ministério da Economia, e pelo Congresso.