Jonhson & Jonhson pede que sua vacina seja inclusa em aprovação emergencial da OMS

Por Lívia Tomazelli, Do Health Informe

19/02/2021 | 13h30

A empresa Jonhson & Jonhson, pediu a Organização Mundial da Saúde nesta sexta-feira, 19 de fevereiro, que sua vacina contra a Covid-19, seja colocada no programa de aprovação emergencial da Organização.
Se isso acontecer, a empresa terá amplos poderes de conseguir a aplicação e aprovação da vacina de maneira mais ágil nas federações de saúde que desejar distribuir a medicação.
Na prática a OMS, daria um aval dizendo que a vacina, produzida pela Janssen, braço da Jonhson & Jonhson, é segura.
Nesta semana, o laboratório divulgou novos dados e revelou que em diferentes variantes da Covid-19, a vacina mostrou resultados promissores.
Ela chega a 66% de eficácia, em todas as variações do Coronavírus, inclusive na britânica e na brasileira.
Na prática os números são comemorados, e mostram que de cada 10 vacinados, 6 ficarão imunes e não terão a doença.
Dentre aqueles que desenvolverem a Covid-19, os números com a vacina da Janssen, também são muito animadores.
90% dos casos serão de sintomas leves ou de nem um sintoma.
O que significa que de cada 10 pacientes, apenas 1, teria um quadro mais grave.
Esses números são um dos melhores resultados apresentados entre vacinas já desenvolvidas e que estão em comercialização.
Eles também são acrescidos de outros dados relevantes.

A vacina da Janssen, diferente de demais, é aplicada em dose única.
E pode ser armazenada em temperaturas de refrigeração comum.
Diferente de outras que precisam de baixíssimas temperaturas para não se perder, e de mais de uma dose para serem eficaz.
Isso significa que, se uma pessoa por exemplo tomasse duas doses da vacina, ao em vez de uma,
ela estaria protegida, mais de 100% contra a Covid-19.

A vacina parece mais viável, especialmente para países mais pobres e que não tem condições necessárias de pagar por tecnologias mais caras.
A Jonhson & Jonhson, já pediu a aprovação de sua vacina na África do Sul, nos Estados Unidos e na Europa.
Na semana que vem, a FDA, órgão que regula as medicações e alimentos nos EUA, devem avaliar o pedido da empresa.