Clínicas particulares negociam doses da Covaxin sem autorização da Anvisa

Por Mariana Novacki, Do Health Informe

15/02/2021 | 6h

Enquanto o chamado público alvo tem recebido as vacinas da Covid-19 a passos lentos no Brasil, as clínicas particulares tem se organizado para vacinar em massa as pessoas.
Claro que, desde que paguem por isso.
A vacina escolhida pela maior parte delas é a Covaxin, desenvolvida pelo laboratório indiano Bharat Biotech.
Não foi dada nem uma explicação sobre o motivo da escolha, uma vez que os testes clínicos da vacina ainda não foram encerrados.
Ela também é feita em duas doses, assim como a de Oxford ou a Coronavac.
Mas, seu método de transporte é menos burocrático e exigente do que as citadas acima.

Mesmo sem a autorização da Anvisa para que a vacina seja comercializada ou usada no Brasil, já existe uma lista de espera de pessoas que querem toma-la.
Por enquanto nada está sendo cobrado, mas as clínicas devem cobrar, até R$ 1400,00 as duas doses.
No entanto esse valor é muito questionável já que iria impedir que metade ou mais, das pessoas interessadas recebessem a droga.

É preciso que se tenha equilíbrio e regulação, para que não hajam exageros nos valores, destaca uma médica infectologista.
Ela também destaca que é importante saber que a Covaxin, não foi aprovada pela Anvisa ou por qualquer outra agencia pois seus testes não foram finalizados.
Nesse momento as principais vacinas distribuídas são compradas e controladas pelo governo, que deve criar um protocolo para a rede privada fazer essa distribuição a outras pessoas.
Contudo, não parece ser o caminho correto, reservar doses antes se quer da aprovação de eficácia do medicamento.