“Governadores também podem dar Auxilio”, diz Bolsonaro

Por Guilherme Kalel, Do Informe Franca

14/02/2021 | 7h

O Presidente Jair Bolsonaro em mais um episódio distorcido da realidade, disse neste sábado, 13, que não é o único que deve ser cobrado sobre o Auxilio Emergencial.
O Presidente disse que os governadores podem conceder o benefício em seus estados, e que eles deveriam também serem cobrados como estão fazendo com o governo federal.
A fala do Presidente, aconteceu no dia em que governadores dos 26 estados da federação e do Distrito Federal, estiveram reunidos por vídeo com o Presidente do Congresso e da Câmara.
O motivo da reunião foi exatamente para pedir agilidade, na aprovação de um novo pagamento de Auxilio Emergencial.

Com o prolongamento da pandemia, os estados e municípios estão cheios de pessoas que precisam de atenção básica do governo,
A extrema pobreza e a pobreza nunca cresceram tanto no Brasil como nos últimos 11 meses, reflexo da pandemia da Covid-19.
Os números estão longe de diminuir, e por isso é necessário que as políticas de assistência social, sejam melhor avaliadas.

O governo federal estuda, se o Congresso aprovar um novo Orçamento de Guerra para 2021,
que permitiria os gastos ficarem fora do teto, uma nova rodada de pagamentos que atingiriam 30 milhões de pessoas.
19 milhões que recebem o Bolsa Família ou estão na fila para ingressarem no programa, e outros 11 milhões de trabalhadores informais.

Essas pessoas receberiam por 4 meses, uma ajuda no valor de R$ 250,00 aproximadamente.
Diferente dos R$ 600,00 ou 300, pagos no ano passado.
A diferença entre a realidade e o que disse Bolsonaro é clara.
Os governos estaduais não podem se endividar, como prega o Presidente, comprometendo Orçamentos ou tendo de onde tirar receitas.
A União é quem deve auxiliar, nesse momento de dificuldade, os estados e sua população.

Outro erro do Presidente é transferir para os governadores, responsabilidades que são de sua competência.
Se ele quisesse poderia ter acertado para que, o Auxilio não tivesse terminado.
A situação econômica do país está insustentável e piora, com o risco de ter ou não um novo Auxilio, de se descumprir o teto de gastos, e de uma série de outros fatores.
Bolsonaro era o único com poder para controlar todos esses cenários,
e não conseguiu o fazer.
O Presidente prefere gastar seu tempo com falácias, com insinuações e inverdades.

Além de negar a necessidade do Auxilio, o Presidente nega a importância do descontrole da pandemia no país.
E do número elevado de mortes, o Brasil é o 2º do Mundo inteiro e perde somente para os Estados Unidos em óbitos.